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Após derrota nas urnas, Blair demite ministros | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Na primeira reação à derrota do seu Partido Trabalhista nas eleições locais da Grã-Bretanha, o primeiro-ministro Tony Blair promoveu a maior mudança no seu ministério desde que assumiu o poder, demitindo os ministros do Interior, da Defesa e do Exterior. Para reconquistar a autoridade abalada por uma série de crises recentes, o ministro do Interior, Charles Clarke, foi substituído pelo ministro da Defesa, John Reid. Na pasta do Exterior, Margaret Beckett assume o posto de Jack Straw, que passa a ser o líder trabalhista no Parlamento britânico. Já o vice-primeiro-ministro, John Prescott, pivô de um escândalo por causa de um caso com sua secretária, vai continuar no cargo, mas perde poder. As mudanças foram classificadas de "cosméticas" pela oposição. Pior da história O resultado das eleições locais deixou os trabalhistas britânicos atrás dos conservadores e dos liberais-democratas. O Partido Trabalhista perdeu mais de 200 cadeiras nas regiões administrativas regionais para o Partido Conservador. Embora o resultado não tenha sido a catástrofe prevista por alguns analistas, esse foi o pior resultado da história do partido, que perdeu o controle de 18 regiões. Um dos episódios mais danosos aos trabalhistas foi a admissão do ministro Charles Clarke de que ele “perdera o controle” sobre mais de mil prisioneiros estrangeiros. O grupo foi libertado por engano. Clarke argumentou que poderia ter mantido o cargo para poder resolver a crise e teria recusado a oferta de outras pastas. Em uma nota oficial, ele afirmou não concordar com a decisão de Blair, mas disse que continuará fiel ao governo no Parlamento. Liberais Nas eleições dos conselhos regionais, o Partido Trabalhista perdeu 263 cadeiras. O Partido Conservador obteve o seu melhor resultado desde 1992, elevando seu número total de postos em 262, quase o mesmo montante perdido pelos trabalhistas. Os liberais-democratas, a terceira força política na Grã-Bretanha, ficaram atrás dos conservadores, mas na frente dos trabalhistas, em segundo lugar nas eleições. Apesar do resultado, o partido conquistou menos de 20 novas cadeiras, o que levou o recém-eleito líder, Menzies Campbell, a se defender das críticas de que a liderança dele teria sido questionada. Partidos menores, como os Verdes, que ganharam 17 cadeiras, e os direitistas do Partido Nacional Britânico, que ganhou 11, comemoraram os resultados. Se as eleições tivessem sido nacionais, os conservadores britânicos teriam conquistado 40% dos votos, com os liberais-democratas em segundo, com 27%, e os trabalhistas com 26%. A participação no pleito caiu 3%, ficando em 36% do eleitorado. A apuração ainda não foi concluída em algumas regiões. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Partido de Blair sofre derrota em eleições locais05 maio, 2006 | BBC Report Blair: Deus vai julgar decisão sobre Iraque04 de março, 2006 | Notícias Blair e Bush decidiram guerra no Iraque antes de ir à ONU, diz livro03 de fevereiro, 2006 | Notícias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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