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Blair e Bush decidiram guerra no Iraque antes de ir à ONU, diz livro | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, e o presidente americano, George W. Bush, já tinham tomado a decisão de invadir o Iraque dois meses antes da invasão, ainda em janeiro de 2003, segundo um livro escrito por um advogado defensor dos direitos humanos. O livro, uma edição atualizada de Lawless World (ou Mundo sem Lei, em tradução livre) de Philippe Sands, afirma que os dois líderes discutiram a guerra independente da visão da Organização das Nações Unidas (ONU). O livro cita uma nota que o autor afirma ter sido feita depois de uma reunião entre os dois líderes. O governo britânico disse na quinta-feira que não comenta discussões que "possam ou não ter ocorrido" entre os dois líderes. Polêmica A primeira edição do livro de Sands, professor de lei internacional na University College de Londres, gerou controvérsia política quando foi lançada em fevereiro de 2005. Na nova versão do livro, que deve ser lançada nesta sexta-feira, Sands conta a respeito de uma reunião entre o presidente Bush e Tony Blair na Casa Branca, Washington, em 31 de janeiro de 2003. A reunião de duas horas também contou com a presença de seis conselheiros. No livro, Sands cita uma nota que, segundo ele, foi preparada por um dos participantes. Segundo o bilhete, o presidente Bush afirmou que a campanha militar estava preparada para março. Blair teria dito que estava "solidamente do lado do presidente e pronto para fazer o que fosse preciso para desarmar Saddam (Hussein)". O livro afirma que Blair queria apenas uma segunda resolução do Conselho de Segurança da ONU pois isso facilitaria, politicamente, para que os países lidassem com Saddam. Uma porta-voz de Downing Street, a sede de governo britânica, disse à BBC na quinta-feira que os eventos que levaram à guerra no Iraque já foram totalmente investigados. Segundo a porta-voz o primeiro-ministro apenas comprometeu a Grã-Bretanha com a guerra no Iraque depois de assegurar a aprovação da Câmara dos Comuns em 18 de março de 2003. A decisão de apelar para uma operação militar no Iraque atendeu à obrigação imposta por várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU, depois de todas as outras medidas para desarmar o Iraque. Frederick Jones, porta-voz chefe do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, dissse que a Casa Branca não vai comentar o que foi dito ou não em conversas que seriam particulares entre os dois líderes. Jones afirmou que o governo americano não vai voltar a discutir "como a nação foi à guerra". |
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