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Índia e China querem dobrar comércio até 2010 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Índia e a China prometeram dobrar o comércio bilateral entre os dois países até 2010. O anúncio foi feito durante a visita do presidente da China, Hu Jintao, à Índia. O volume atual de comércio entre os dois países é de US$ 20 bilhões, após um crescimento importante na última década. No início dos anos 1990, esse comércio era de apenas US$ 250 milhões. Hu e o primeiro-ministro indiano, Manmohan Sing, assinaram uma série de acordos econômicos no primeiro dia da visita do presidente chinês a Nova Délhi. Esta é a primeira visita à Índia de um presidente chinês em dez anos. Segundo Singh, a Índia pretende exportar seus serviços de tecnologia para a China, e os chineses esperam aumentar as exportações de seus produtos manufaturados para o vizinho. Aproximação Os acordos marcam uma melhoria nas relações entre a Índia e a China. Após quatro décadas de hostilidades, os líderes indianos e chineses concordaram em acelerar a resolução de suas disputas fronteiriças. Os dois países também dizem que vão buscar formas de desenvolver conjuntamente tecnologia nuclear para usos civis. A Índia e a China são as duas economias que mais crescem atualmente no mundo e têm sido fortes rivais, especialmente na disputa pelas reservas mundiais de petróleo e gás para atender às suas crescentes demandas internas. Os encontros desta terça-feira estabelecem planos para um maior intercâmbio entre os dois países mais populosos do mundo e que poderiam levar, segundo alguns analistas, a uma aliança entre os dois gigantes asiáticos. Os interesses mútuos dos dois países são freqüentemente prejudicados pela política, já que tanto a China quanto a Índia têm ambições de se tornar uma superpotência regional. Polêmica antiga Recentemente, o embaixador chinês na Índia trouxe novamente à tona uma antiga polêmica sobre a fronteira com o Estado indiano de Arunachal Pradesh, dizendo que ele era parte do território da China. O ministro das Relações Exteriores da Índia, Pranab Mukherjee criticou a declaração, reafirmando que Arunachal Pradesh é “parte integral da Índia”. A disputa sobre a região vem desde um conflito militar entre os dois países em 1962. A guerra terminou com uma vitória incontestável da China, num evento visto por muitos na Índia como traumático. A Índia também reivindica soberania sobre os 38 mil quilômetros quadrados da região de Aksai Chin, administrada pela China ao norte da Caxemira. O governo indiano mantém ainda reservas sobre as relações da China com seu rival Paquistão, para onde Hu deve seguir após sua visita à Índia. Acordo nuclear A China, por sua vez, está preocupada com os crescentes laços de Nova Délhi com os Estados Unidos, especialmente sobre o acordo nuclear entre os dois que permite à Índia ter acesso a tecnologia nuclear para fins civis. Além disso, o governo tibetano no exílio, liderado pelo Dalai Lama, é abrigado pela Índia em Dharamsala, no noroeste do país. O Tibete, que reivindica independência, é considerado pela China parte indivisível de seu território. Tanto a Índia quanto a China vêm produzindo um crescimento econômico impressionante nos últimos anos, mas a Índia continua atrás do vizinho em muitos aspectos. A China tem uma taxa de alfabetização de 95%, comparada com apenas 68% na Índia. As exportações de produtos manufaturados na Índia atingiram US$ 71 bilhões no último ano, contra US$ 713 bilhões da China. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Líder chinês visita Índia em busca de laços econômicos20 de novembro, 2006 | Notícias Países da Apec prometem esforço na Rodada Doha18 de novembro, 2006 | Notícias China promete dobrar ajuda à África 04 de novembro, 2006 | Notícias China revoga condenação de ativista01 de novembro, 2006 | Notícias China diz que puniu mais de 17 mil por corrupção24 de outubro, 2006 | Economia Enviado chinês se diz otimista após encontro na Coréia do Norte20 de outubro, 2006 | Notícias Economia indiana cresce 8,9% no segundo trimestre29 de setembro, 2006 | Economia Superávit comercial atinge recorde na China11 de setembro, 2006 | Economia LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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