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Países da Apec prometem esforço na Rodada Doha | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os líderes dos países que participam da cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês) anunciaram neste sábado que podem fazer concessões para romper o impasse nas negociações da chamada Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), para a liberalização do comércio internacional. Em uma declaração, divulgada durante a reunião em Hanói, no Vietnã, os 21 países-membros da Apec, que respondem por cerca de metade do comércio global, disseram que estão dispostos a ir "além" das suas "atuais posições". “Nós temos uma necessidade urgente de romper o atual impasse e recolocar as negociações nos eixos, para que possam ter uma conclusão quando for possível”, diz a nota, reproduzida pela agência de notícias France Presse. As negociações para a liberalização do comércio entre os membros da OMC, lançadas em Doha, no Catar, em 2001, foram paralisadas em julho devido a divergências no tocante ao fim de subsídios e à abertura de mercados. O Brasil exige de grandes potências, por exemplo, a queda dos subsídios concedidos aos seus agricultores. Em contrapartida, alguns países mais ricos têm exigido das autoridades brasileiras uma maior abertura do setor de serviços. Livre comécio na Apec O correspondente da BBC em Hanói Bill Hayton disse que a declaração da Apec pode levar a maiores concessões de países importantes no comércio global – como o próprio Brasil, a Índia e os membros da União Européia. Por outro lado, a união da Apec na abordagem das negociações da Rodada Doha não parece se repetir em relação à iniciativa americana de tentar transformar o grupo em uma área de livre comércio, independentemente do resultado dos entendimentos envolvendo os países da OMC, disse Hayton. O correspondente disse que, no momento, parece que a idéia de uma zona de livre comércio da Apec parece ter sido relegada a um objetivo de longo prazo. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, fez um apelo, em discurso na cúpula, pela remoção de barreiras comerciais na Apec, elogiando o Vietnã por buscar laços mais estreitos com os Estados Unidos. Coréia do Norte Ainda neste sábado, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, tentou persuadir em Hanói países do grupo a darem total apoio às sanções das Nações Unidas contra a Coréia do Norte. Bush se reuniu com os líderes da Coréia do Sul e do Japão e, no domingo, deverá se encontrar com os representantes da China e da Rússia – dois países que relutam em adotar uma linha dura contra os norte-coreanos. Condoleezza Rice pediu à Coréia do Norte que siga o exemplo do Vietnã, deixando sua atual postura – e, dessa forma, a possibilidade de uma guerra – para trás. "Se os líderes de Mianmar e Coréia do Norte seguirem o exemplo do Vietnã, se eles fizerem essa escolha estratégica e darem os passos necessários para se unir à comunidade internacional, isso abrirá um novo caminho para paz e oportunidades", afirmou. O governo dos Estados Unidos quer chegar a um consenso sobre como lidar com a Coréia do Norte, para poder apresentar uma frente unida na próxima rodada de conversações multilaterais sobre o programa nuclear norte-coreano, prevista para o mês que vem. O diálogo, que envolve seis nações (Coréia do Sul, Coréia do Norte, China, Estados Unidos, Japão e Rússia), iniciado em 2003, foi interrompido depois que as autoridades norte-coreanas se retiraram em protesto por sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos. Em um café da manhã de trabalho, Bush pediu ao presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun, que implemente sanções e também apóie a Iniciativa de Proliferação de Segurança (PSI, na sigla em inglês), liderada pelos Estados Unidos. A PSI é um programa voluntário que tem o objetivo de impedir o tráfico de material para a fabricação de armas de destruição em massa. Roh disse que apóia os princípios da PSI, mas não deixou claro se adotará a iniciativa como um todo. O líder sul-coreano afirmou ainda que seu país ainda não está disposto a realizar inspeções intrusivas em navios norte-coreanos, como pedem as sanções. |
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