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EUA e Grã-Bretanha mantêm linha dura contra Irã e Síria | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os governos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha sinalizaram que não vão facilitar sua postura em relação ao Irã e à Síria, apesar do pedido para que esses países ajudem a estabilizar o Iraque. O presidente americano, George W. Bush, disse nesta segunda-feira que o Irã precisa interromper seu programa nuclear e que a Síria precisa se manter fora do Líbano, para que um diálogo seja estabelecido com os Estados Unidos. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, pediu a Teerã que “pare de apoiar o terrorismo” na região e que, sem isso, o país pode enfrentar um isolamento. Engajar os vizinhos do Iraque é uma das propostas sendo considerada durante a fase de reavaliação da estratégia americana para o país. Em um discurso sobre política externa em Londres, Blair disse que a violência no Iraque pode ser atribuída a forças externas. É, portanto, importante ter uma estratégia para o Oriente Médio que inclua cooperação com Irã e Síria, mas apenas se os dois países mudarem suas posturas, afirmou o premiê britânico.
Ele acusou Teerã de explorar “pontos de pressão na região” – como Iraque, Líbano e a Palestina – para evitar pressão internacional contra seu programa nuclear. “Nós oferecemos ao Irã uma escolha clara e estratégica. Eles ajudam o processo de paz no Oriente Médio, não o prejudicam. Eles param de apoiar o terrorismo no Líbano ou Iraque. Eles passam a cumprir, e não desrespeitar, suas obrigações internacionais. Nesse caso, a parceria é possível. Ou, como alternativa, eles encaram a conseqüência de não agir assim: isolamento”, disse Blair. Retirada em fases Blair deve conversar por videoconferência nesta segunda-feira com especialistas do Grupo de Estudos do Iraque, um painel montado pelo Congresso americano para reavaliar a estratégia americana no Iraque. Bush conversou com integrantes do painel nesta segunda-feira. Em algumas semanas, o grupo deve divulgar um relatório. As opções sendo consideradas pelo painel, liderado pelo ex-secretário americano de Estado James Baker, são uma retirada em fases das tropas americanas do Iraque e a abertura do diálogo com Irã e Síria. O correspondente da BBC em Washington, Justin Webb, disse que depois da derrota da Casa Branca nas eleições legislativas e Estaduais americanas, realizadas neste mês, o governo Bush está em um humor mais receptivo. No entanto, há limite no que o presidente está preparado para aceitar. Depois de conversar com o premiê israelense, Ehud Olmert, Bush disse que não haverá uma mudança drástica na política externa americana.
“Nosso foco nesta administração é convencer os iranianos a desistir das suas ambições de armas nucleares. Um Irã com uma arma nuclear seria uma influência desestabilizante”, disse. Segundo Bush, o Irã precisa ser isolado internacionalmente se continuar com seu programa de enriquecimento de Urânio. Os Estados Unidos e outros países ocidentais suspeitam que o Irã está tentando construir uma bomba nuclear, mas Teerã diz que seu programa nuclear é feito para atender demandas energéticas. “Falhou” Bush também mostrou pouco entusiasmo para negociar com a Síria, alertando que os Estados Unidos já deixaram claro para Damasco que o seu governo deve parar de interferir no Líbano e deixar de abrigar radicais. Autoridades sírias são suspeitas, segundo investigação feita pelas Nações Unidas, de participar do assassinato do ex-premiê libanês Rafik Hariri no ano passado. Damasco nega o envolvimento. Bush disse, em resposta à pergunta de um jornalista, que a retirada de tropas americanas do Iraque dependeria da situação no país. O embaixador sírio em Washington, Imad Moustapha, disse que seu governo deveria estar feliz de desempenhar um papel no Iraque, desde que os próprios iraquianos assim desejem. “Nós estamos dispostos e nós podemos ajudar. Nós não estamos dizendo que temos uma varinha mágica, mas podemos desempenhar um papel construtivo. Nós desempenhamos esse papel no passado”, disse Moustapha à BBC. Mas ele disse que os Estados Unidos precisam primeiro aceitar que a sua política no Iraque falhou. Mais de 2,8 mil soldados americanos morreram no Iraque desde o começo da invasão do país, em 2003. A estimativa da ONU é que cerca de cem pessoas morrem por dia no Iraque, devido à ondas de violência. |
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