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Blair pressiona Irã a ajudar processo de paz ou se isolar | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, defendeu nesta segunda-feira a tese de que o Irã tem uma "clara escolha estratégica" a fazer: colaborar com os esforços em busca de paz no Oriente Médio ou enfrentar o isolamento. Blair disse que o Irã deveria "ajudar o processo de paz no Oriente Médio ao invés de atrapalhá-lo, deixar de apoiar o terrorismo no Líbano ou no Iraque e agir de acordo com suas obrigações internacionais". "Nesse caso, uma nova parceria é possível", acrescentou o primeiro-ministro. "Ou a alternativa é enfrentar as conseqüências de não fazer isso: o isolamento." As declarações de Blair fizeram parte de um importante discurso anual em Londres em que o primeiro-ministro defendeu a política externa britânica e a relação próxima do país com os Estados Unidos. "Nossa parceria com os Estados Unidos e nosso status de membros da União Européia são certamente adequados para a Grã-Bretanha", disse o premiê. "Por essa razão, o antiamericanismo ou o euroceticismo não são apenas tolos. São a mais óbvia rota para a destruição de nosso verdadeiro interesse nacional", acrescentou Blair. Estratégia O líder britânico disse que, para combater o terrorismo global e o extremismo no Iraque, é necessário uma ampla estratégia para o Oriente Médio. "Uma importante parte da resposta para o Iraque não está no Iraque, mas fora, em toda a região onde as mesmas forças atuam, onde as raízes do terrorismo global se encontram, onde o extremismo floresce", afirmou. De acordo com Blair, é um "engano" pensar que a solução é uma mudança da política em relação à Síria e ao Irã. Apesar de defender que os dois países se juntem aos esforços de paz na região, o primeiro-ministro britânico disse que o processo de paz no Oriente Médio deve começar pelo conflito entre Israel e os palestinos. "Isso é o centro. Depois, devemos fazer progressos no Líbano. Devemos unir todas as vozes árabes e muçulmanas em um esforço pela paz nesses países, e também no Iraque." Síria Nesta terça-feira, Blair deve participar de uma videoconferência com o Grupo de Estudos sobre o Iraque, uma comissão americana bipartidária dedicada a analisar a situação no país. Nesta segunda, o presidente americano, George W. Bush, se reuniu com os dois presidentes do órgão e, após o encontro, reafirmou que o Irã corre o risco de se isolar caso insista em se recusar a suspender atividades de enriquecimento de urânio como parte de seu programa nuclear. A expectativa é que o Grupo de Estudos sobre o Iraque entregue os resultados de suas avaliações até o final deste ano. Entre as recomendações que devem ser feitas pela comissão está um maior contato com o Irã e a Síria para criar estabilidade no Iraque. O embaixador sírio nas Nações Unidas, Imad Moustapha, disse que seu país ficaria satisfeito em ajudar na estabilização do Iraque, com a condição de que os iraquianos assim o quisessem. O embaixador disse que o envolvimento de outros países árabes no processo de paz seria bem recebido pela população iraquiana e a tensão poderia diminuir no país. A guerra no Iraque foi considerada um fator-chave na derrota do Partido Republicano nas eleições americanas realizadas na semana passada, quando a oposição democrata conquistou o controle do Congresso. Em decorrência do resultado, o secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, acabou pedindo demissão de seu cargo. Mais de 2,8 mil militares americanos já morreram no Iraque desde o início da guerra no país, em 2003. |
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