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Senado dos EUA aprova acordo nuclear com Índia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Senado americano aprovou por grande maioria - 85 votos a 12 - um polêmico acordo que permite que os Estados Unidos e a Índia compartilhem tecnologia nuclear para fins não-militares. O acordo, proposto há um ano, prevê que a Índia aceite inspeções em suas instalações nucleares. A Índia não é signatária do Tratado de Não Proliferação Nuclear, acordo internacional no qual os países abrem mão de adquirir armas nucleares em troca de acesso à tecnologia nuclear civil para fins energéticos. O presidente americano, George W. Bush, elogiou o acordo entre os dois países, dizendo que ele traz a Índia para o "centro do movimento de não-proliferação". "À medida em que a economia indiana continua a crescer, essa parceria vai ajudar a Índia a suprir suas necessidades energéticas sem aumentar a poluição do ar e suas emissões de gases do efeito estufa", acrescentou Bush. Críticas O acordo vem sendo negociado desde julho do ano passado, quando os Estados Unidos reconheceram a Índia como um "Estado responsável com tecnologia nuclear avançada", e concordaram em estabelecer cooperação nuclear. Mas críticos da legislação alegam que ela beneficia um país que desenvolveu armas nucleares clandestinamente. A Índia testou sua primeira arma nuclear em 1974. Hoje, calcula-se que tenha construído entre 85 e 100 ogivas nucleares. Segundo os críticos, a "recompensa" americana à Índia poderia incentivar uma corrida armamentista justamente no momento em que Washington pressiona outros países - como o Irã e a Coréia do Norte - para que abandonem seus programas nucleares. Em agosto, o premiê indiano, Manmohan Singh, disse que a Índia não aceitaria nenhum acordo que impedisse seu programa de armas nucleares nem permitiria a vistoria de suas instalações militares. Mas o acordo seria bom para o país, segundo Singh, já que a pobreza que assola a maioria de sua população poderia ser combatida apenas com um crescimento rápido da economia, o que necessitaria de fontes alternativas de energia. Obstáculos Para ser posto em prática, no entanto, o acordo precisa ainda superar uma série de obstáculos. O texto aprovado pela Câmara dos Representantes em meados deste ano foi modificado pelo Senado, e por isso necessita ser reescrito e submetido a uma nova análise conjunta das duas casas, no início de dezembro. Uma condição é que a Índia colabore ativamente nos esforços para impedir o programa nuclear iraniano, país signatário do Acordo de Não-Proliferação, mas acusado de tê-lo violado em busca de armas. A Índia precisa ainda receber a aprovação do Grupo de Fornecedores Nucleares, o conjunto de nações que exporta material nuclear. O país também deve negociar um acordo de garantias com a Agência Internacional de Energia Nuclear da ONU. Após a superação destes obstáculos, os dois países devem realizar negociações técnicas, antes de o acordo ser novamente submetido ao Congresso. |
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