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Atualizado às: 11 de setembro, 2006 - 19h10 GMT (16h10 Brasília)
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Superávit comercial atinge recorde na China
Notas de yuan e de dólar
EUA devem pressionar China a valorizar o yuan
O superávit comercial da China com o resto do mundo bateu novo recorde em agosto, reacendendo as discussões sobre uma possível valorização da moeda chinesa, o yuan.

As exportações chinesas superaram as importações em US$ 18,8 bilhões (cerca de R$ 41 bilhões), acima das estimativas e do resultado de julho (US$ 14,6 bilhões ou R$ 32 bilhões), que já havia sido inédito.

Os dados devem servir de munição para que parceiros comerciais da China, em especial os Estados Unidos, pressionem por um aumento do yuan.

Uma taxa de câmbio desvalorizada estimula exportações e torna mais caros os produtos importados.

Os últimos números elevam o superávit global da China a US$ 95,6 bilhões (cerca de R$ 210 bilhões).

Fatores

Mas não estão claros os fatores que continuam impulsionando o superávit chinês, já que ainda não foram divulgados números desagregados de exportações e importações.

O acompanhamento da balança comercial americana sugere que o maior fator a contribuir para o bom resultado chinês é seu comércio com os Estados Unidos.

Desde 2005, o yuan foi valorizado em apenas 2%, após o fim da paridade com o dólar.

"Os Estados Unidos devem aumentar a pressão para que a China valorize sua moeda", disse o economista do instituto de pesquisa Daiwa, Xiao Minjie.

Isto encareceria as mercadorias chinesas e reduziria sua competitividade frente às americanas.

"A apreciação do yuan foi muito moderada até agora, e o superávit comercial está relacionado a problemas estruturais", disse Xiao Minjie.

A discussão ocupará grande parte das atenções na reunião anual do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Cingapura, que discutirá desequilíbrios na economia mundial.

O vice-premiê chinês, Zeng Peiyan, disse em um encontro de negócios na China que o país tomará "medidas amplas" para ajustar a liquidez da economia, ou seja, reduzir o volume de dinheiro que circula no país.

Menos liquidez significa contenção do crescimento econômico e controle da inflação.

Desde abril, as autoridades chinesas elevaram duas vezes a sua taxa de juros, e aumentaram o controle sobre as reservas financeiras dos bancos, na tentativa de encarecer o crédito e diminuir a circulação de moeda na economia.

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