|
Acordo limita venda de brinquedos chineses ao Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Abrinq, Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos, fechou em Pequim nesta quinta-feira um acordo que limita a participação das importações de brinquedos chineses pelos próximos quatro anos no mercado brasileiro. A China Toy Association e a Câmara de Comércio de Produtos Leves e Artesanato do país concordaram em restringir suas exportações a uma participação equivalente à obtida em 2005, tendo por base vendas de março a novembro. "Esse limite é flexível", explica o presidente da Abrinq, Sinésio Batista da Costa. "Se o mercado sobe, a participação cresce, se o mercado desce a participação encolhe, pois é proporcional". Trata-se de uma participação que não é absoluta. Segundo Sinésio, esse acordo preserva uma indústria que emprega 37 mil pessoas e poupa Brasil e China dos constrangimentos e atritos diplomáticos que uma eventual disputa na OMC causaria. Estatísticas Ele ainda acrescenta que é bom para o consumidor, pois a partir de agora todos os brinquedos da China vão se submeter aos critérios de qualidade do Inmetro. "As negociações não foram fáceis. Depois de 17 horas de reuniões ainda fomos negociar num restaurante. O acordo só saiu tarde da noite e depois de eu fazer 18 concessões menores", revelou o presidente da Abrinq em entrevista à BBC. O acordo prevê ainda a criação de um grupo de estudos que se reunirá duas vezes ao ano para discutir a implementação do limite e também cuidar de outros assuntos sensíveis como a pirataria e as importações ilegais. As reuniões deverão ocorrer alternadamente no Brasil e China. O acordo é válido até 2010 e não exige em contrapartida que o Brasil limite suas exportações para a China. Os brinquedos importados vendidos no Brasil são na sua maioria provenientes da China. Somente no primeiro semestre de 2006 as importações nesse setor somaram US$ 42,4 milhões (o equivalente a mais de R$ 90 milhões), um aumento de 30,5% em comparação ao mesmo período de 2005. Do ponto de vista chinês, o Brasil não figura entre os principais compradores de brinquedos. Com importações no valor de US$ 52,6 milhões em 2004, o Brasil fica muito atrás do líder da lista, os Estados Unidos, que comprou quase US$ 5 bilhões no mesmo período. O desfecho das negociações ocorreu durante a visita de uma delegação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Os anfitriões em Pequim foram o vice-ministro de Comércio Exterior, Gao Hucheng, e o diretor geral do Escritório de Comércio para Importações e Exportações, Wang Shouwen. Na visita, os governos da China e Brasil também fecharam um acordo para a criação de um grupo multidisciplinar que desenvolverá metodologia comum para processar as estatísticas comerciais dos dois paises. "A harmonização das estatísticas é fundamental para que haja uma referência comum que guie as iniciativas privadas chinesa e brasileira na hora de fechar acordos como esse da Abrinq", explicou o chefe da delegação, secretário de Comércio Exterior Armando Meziat. A criação da metodologia deverá estar concluída dentro de trinta dias e será posta em prática prontamente. O grupo sino-brasileiro se reunirá semestralmente para avaliar os números divulgados pelos dois paises. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Com 11,3%, China tem crescimento recorde18 de julho, 2006 | Economia GE investirá US$ 50 mi em tecnologias não poluentes na China30 de maio, 2006 | Economia Economia da China cresce acima das expectativas20 de abril, 2006 | Economia Superávit comercial da China quase dobra em março11 de abril, 2006 | Economia China prevê crescimento menor em 200627 de março, 2006 | Economia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||