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Atualizado às: 20 de novembro, 2006 - 13h41 GMT (11h41 Brasília)
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Líder chinês visita Índia em busca de laços econômicos
Hu Jintao
Comércio pode melhorar relacionamento entre dois países
O presidente da China, Hu Jintao, deve chegar à Índia para a primeira visita de um chefe de estado chinês ao país em dez anos.

A viagem de quatro dias vai levar o líder chinês à capital, Nova Délhi, e à capital financeira, Mumbai.

China e Índia superaram muitas dificuldades nas relações diplomáticas nas últimas décadas, mas algumas diferenças permanecem.

Porém o crescente comércio entre as duas economias - que estão entre as que crescem mais rapidamente no mundo - está encorajando um melhor relacionamento entre os países, segundo o correspondente da BBC em Nova Délhi, Sanjoy Majumder.

O comércio entre os dois países deve chegar aos US$ 20 bilhões em 2007 - na década de 90 o comércio entre os dois países ficava em torno de US$ 250 milhões.

Reunião

Hu Jintao deve se reunir com o primeiro-ministro indiano Manmohan Singh e com o presidente APJ Kalam, além de outras autoridades.

Segundo o correspondente da BBC no país, os interesses econômicos em comum são prejudicados devido à política, pois os dois países têm ambições de serem superpotências regionais.

Recentemente o embaixador da China na Índia renovou uma velha controvérsia a respeito do estado fronteiriço da Índia, Arunachal Pradesh, afirmando que a região era parte do território chinês.

O ministro do Exterior indiano, Pranab Mukherjee, rejeitou a alegação, afirmando que a região é "parte integral da Índia".

Índia e China lutaram uma breve guerra em 1962 com uma vitória decisiva para os chineses, um evento que os indianos ainda afirmam ter sido traumático.

Paquistão

O governo da Índia também suspeita das relações da China com seu adversário de longa data, o Paquistão.

E a China está preocupada com a crescente aproximação entre Índia e Estados Unidos, especialmente devido ao acordo nuclear entre os dois países, aprovado pelo Senado american o na semana passada, permitindo à Índia o acesso a tecnologia nuclear civil.

Outra questão que causa polêmica entre os dois países é a da província chinesa do Tibet. O governo tibetano no exílio, liderado pelo Dalai Lama, é hospedado pela Índia e baseado em Dharamsala, no etado de Himachal Pradesh, noroeste da Índia.

Um ativista tibetano afirmou na semana passada que a polícia o proibiu de deixar Dharamsala enquanto Hu Jintao estiver no país.

China e Índia registraram um crescimento econômico espantoso nos últimos anos, mas a Índia continua atrás em vários setores, segundo o correspondente da BBC.

A China tem uma taxa de alfabetização de 95%, enquanto a Índia chega apenas a 68%, por exemplo.

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