BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 04 de novembro, 2006 - 10h01 GMT (07h01 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
China promete dobrar ajuda à África
Líderes na cúpula de Pequim
A China prometeu dobrar a ajuda que dá à África e também fornecer US$ 5 bi em empréstimos e créditos nos próximos três anos.

O presidente chinês Hu Jintao fez o anúncio ao abrir um fórum em Pequim com a participação de quase 50 chefes de Estado e ministros africanos.

O foco do encontro está nos negócios, com mais de 2 mil acordos sendo discutidos.

Os líderes africanos se mostram satisfeitos com o aumento de negócios com a China, mas os críticos acusam Pequim de fazer acordos com regimes repressivos.

O governo chinês diz que está apenas fazendo negócios e que não tem nenhuma agenda política.

'Histórico'

"O nosso encontro de hoje ficará na história", disse Hu na abertura do encontro neste sábado.

"A China será para sempre um bom amigo, bom parceiro, bom irmão da África", afirmou.

O primeiro-ministro da Etiópia, Meles Zenawi, lembrou o apoio da China durante a luta de muitos países africanos pela independência.

"O nosso principal objetivo agora não é lutar contra o colonialismo, mas sim lutar contra a pobreza, o atraso e tentar alcançar independência econômica", disse Zenawi.

"A África precisa do apoio de amigos para superar este desafio", completou.

O correspondente da BBC em Pequim, Daniel Griffiths, diz que Pequim foi enfeitada para receber os líderes africanos, com lanternas vermelhas penduradas em árvores e pôsteres celebrando a amizade entre a China e a África.

Negócios

Hu disse que a China irá dobrar sua ajuda à África até 2009, mas não deu números.

Pequim também oferece US$ 3bi em empréstimos preferenciais e US$ 2bi em créditos de exportação nos próximos três anos.

Isso irá mais do que dobrar o número de produtos que não receberão impostos quando importados da África pela China.

A China também irá treinar 15 mil profissionais africanos e criar um fundo de desenvolvimento para construir escolas e hospitais na África.

O interesse da China pelo petróleo e outros produtos africanos levou a um aumento no comércio bilateral, estimado em US$ 42bi em 2005.

A África também é um mercado importante para produtos chineses, mas os críticos dizem que isso está prejudicando o setor de manufatureiro africano.

Analistas dizem que a África é o único país ainda a ser explorado na busca por petróleo já que as outras grandes reservas do mundo já estão sendo exploradas por grandes potências.

Direitos humanos

Os críticos também se dizem preocupados com a maneira como as firmas chinesas tratam os trabalhadores africanos.

Em Zâmbia, em julho, houve protestos sobre o suposto mal-tratamento de trabalhadores em uma mina de propriedade chinesa, e há relatos de disputas sobre pagamentos em Namíbia.

O grupo Human Rights Watch diz que todos os países que fazem negócios na África, incluindo a China, devem colocar a proteção aos direitos humanos no centro de suas políticas.

"Os africanos não precisam de outro país fortalecendo regimes abusivos", diz um comunicado do grupo divulgado neste sábado.

Muitos economistas afirmam que, no geral, o aumento das relações econômicas com a China está beneficiando o continente africano.

Yuan, a moeda chinesaFórum em Pequim
Investimento chinês na África triplicou em um ano.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade