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Atualizado às: 31 de outubro, 2006 - 13h37 GMT (10h37 Brasília)
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África tem menos guerras e cresce mais, diz Bird
Angolanos
O Bird vê resultados na melhoria de saúde e educação na África
O número de conflitos na África diminuiu e o crescimento econômico do continente aumentou em 2005, declarado "Ano da África", de acordo com o Banco Mundial (Bird).

Em seu estudo anual, o Bird constatou que 16 países africanos conseguiram manter o crescimento de mais de 4,5% por ano desde a década de 90.

Ao mesmo tempo, o número de conflitos na África sofreu uma queda de 16, em 2002, para cinco em 2005.

"A África hoje é um continente em transformação, fazendo um progresso tangível na oferta de melhores resultados em saúde, educação, crescimento, comércio e redução da pobreza", disse Gobind Nankani, vice-presidente do Bird para o continente.

Os indicadores de desenvolvimento africanos do relatório do banco destacam a extrema diversidade nas conquistas econômicas da África.

Por um lado, a economia do Zimbábue encolheu 2,4% em 2004. Por outro, a da Guiné Equatorial teve uma expansão de 20,9%.

DADOS AFRICANOS
Mais alta renda per capita - Seychelles (US$8.190)
Maior economia - África do Sul (PIB US$152bi)
Maior população - Nigéria (128,7 milhões)
Mais baixa expectativa de vida - Botsuana (35 anos)
Maior incidência de HIV - Suazilândia (33% entre 15-49 anos)
Fonte: Banco Mundial

O relatório também destacou que a inflação no continente atingiu baixas históricas, e que a região conseguiu lidar com o impacto dos preços mais altos do petróleo nos últimos anos.

Do lado negativo, o banco disse que o investimento estrangeiro no continente foi de apenas US$ 10,1 bilhões em 2004, apenas 1,6% dos investimentos estrangeiros globais, e que mais de 50% dos recursos foram direcionados à Nigéria e ao Sudão.

O relatório também destacou a dificuldade, em várias partes da África, de se abrir uma empresa - a média é de 64 dias.

Metas de Desenvolvimento do Milênio

Em uma nota mais positiva, o relatório do banco disse que países como o Senegal, Moçambique, Burquina Faso, Camarões, Uganda e Gana estão no caminho para cumprir as metas de reduzir a pobreza pela metade até 2010 - cinco anos antes do programado.

A erradicação da pobreza extrema e da fome é uma das oito Metas de Desenvolvimento do Milênio acertadas por 189 países em reunião em Nova York em 2000 com um prazo final até 2015.

Cada meta inclui ainda vários indicadores formulados para medir o seu progresso em direção a ela, que é avaliado e atualizado regularmente por governos de países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) e diretorias de organismos internacionais como o Banco Mundial.

Em 2005 foi dada uma atenção especial à África e às Metas de Desenvolvimento do Milênio - um fator-chave na reunião do G8 (grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia) em Gleneagles, na Escócia.

Nesse ano também foram divulgados relatórios do Projeto do Milênio da ONU e da Comissão Britânica para a África.

Olhando para o futuro, o Bird disse que o aperfeiçoamento da governança e do gerenciamento de recursos naturais são exigências-chave, particularmente em relação a nações africanas que deverão receber até US$ 200 bilhões de receita do petróleo entre 2000 e 2010.

Segundo o relatório do banco, há sinais de que líderes africanos estão assumindo mais responsabilidade sobre melhorias em governança e assistência ao setor privado para a atração de investimentos estrangeiros e estímulo do comércio com mercados como China e Índia.

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