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Congo tem primeira eleição 'livre' em 40 anos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Eleitores da República Democrática do Congo foram às urnas no domingo, na primeira votação completamente democrática desde a independência do país, em 1960. O processo, em seu segundo turno, foi supervisionado por forças de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), e a votação foi calma. Entretanto, pelo menos uma pessoa morreu no nordeste do país, durante protestos sobre uma suposta fraude. Além disso, o horário de funcionamento das zonas eleitorais teve que ser prorrogado no oeste do país por causa de fortes chuvas. O resultado oficial da eleição deve sair em cerca de uma semana. 'Bagunça' Os congoleses esperam que a eleição ponha fim a anos de conflitos e abuso de poder no país. O presidente Joseph Kabila disputa o cargo com o empresário milionário Jean-Pierre Bemba. Kabila tem forte apoio de moradores do leste do país, enquanto Bemba é popular no oeste. Os simpatizantes do presidente acreditam que ele pôs fim à guerra que matou até 4 milhões de pessoas, e atribuem a responsabilidade pelo conflito a rebeldes como Bemba. Já os rivais de Kabila reclamam que ele não é um congolês de verdade, já que cresceu na Tanzânia. "Precisamos deste voto para colocar um fim nesta bagunça. Com a ajuda de Deus, nós vamos conseguir", disse o eleitor Isidor Kaombe à agência de notícias Reuters, enquanto esperava para votar na capital congolesa, Kinshasa. "De agora em diante, os líderes vão governar para o povo, e não apenas se apossar do poder para sempre", afirmou outro eleitor, Theoneste Mpatse-Mugabo, à agência Associated Press. Kabila saiu à frente no primeiro turno, no dia 30 de julho, mas conseguiu pouco menos que os 50% necessários para garantir a vitória. Futuro O correspondente da BBC em Kinshasa, Mark Doyle, disse que é impossível prever como o destino da República Democrática do Congo irá influir no futuro da África. Segundo Doyle, o Congo faz fronteira com nove nações, e todas são atingidas pelas guerras provocadas pela longa falta de um governo real no país. O país é rico em reservas de minerais como ouro e diamante, e atrai vários grupos armados - congoleses e estrangeiros - que têm intenção de saquear esses recursos. |
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