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UE reforça tropas no Congo para conter violência | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
No terceiro dia de tiroteios na República Democrática do Congo, a União Européia decidiu enviar 400 soldados extras à capital, Kinshasa, para tentar conter a violência. Soldados espanhóis e membros da força de paz da ONU no Congo - a maior do mundo - já estão nas ruas de Kinshasa para tentar controlar a situação. Integrantes holandeses e alemães da força de paz já estavam de prontidão no Gabão, prontos para agir em caso de violência durante as eleições, realizadas em 30 de julho. Desde a divulgação do resultado oficial do pleito, no domingo, mostrando a necessidade de segundo turno, forças leais dos dois principais candidatos entraram em confronto. O segundo turno, marcado para 29 de outubro, será disputado pelo atual presidente, Joseph Kabila, que obteve 44,81% dos votos, e pelo candidato de oposição Jean-Pierre Bemba, que conquistou 20,03% dos votos no primeiro turno. Desde domingo, pelo menos cinco pessoas morreram nos confrontos. Segundo a correspondente da BBC Karen Allen, a primeira tarefa dos soldados europeus será garantir a segurança no aeroporto de Kinshasa, que está fechado. Candidato sob proteção Partidários de Bemba acusam a guarda de Kabila de atacar a casa do candidato de oposição. Na segunda-feira, um grupo de 14 embaixadores estrangeiros precisou ser resgatado por soldados de uma força de paz da ONU e da UE. Os diplomatas estavam na casa de Bemba, às margens do rio Congo, para tentar acalmar os ânimos e organizar um encontro entre os dois candidatos, e acabaram encurralados pelos tiroteios. Funcionários da ONU afirmaram que, na segunda-feira, a guarda presidencial de Kabila tentou desarmar os guarda-costas de Bemba, depois dos confrontos iniciados no domingo, pouco antes do anúncio do resultado do pleito.
Ex-líder rebelde, Bemba mantém seus próprios guarda-costas. No entanto, depois dos confrontos em sua casa na noite de segunda-feira, ele está sob proteção da ONU, que mantém 20 homens guardando sua residência. Após a divulgação dos resultados das eleições, o presidente Kabila apareceu na TV estatal dizendo ter conquistado "uma grande vitória". Alguns de seus adversários, inclusive os partidários de Bemba, afirmam que houve fraudes no processo eleitoral. Os resultados mostram uma divisão do país. Enquanto Bemba teve mais votos no oeste, Kabila recebeu mais apoio no leste. As eleições de julho foram as primeiras consideradas plenamente democráticas no país desde a sua independência, em 1960. O pleito, no qual 32 candidatos presidenciais disputaram os votos de 25,6 milhões de eleitores, pôs fim a um processo de transição estabelecido depois de um período de cinco anos de guerra, encerrado em 2003, no qual mais de 3 milhões de pessoas morreram. |
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