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Eleição no Congo será decidida no 2º turno | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os resultados oficiais das históricas eleições presidenciais na República Democrática do Congo divulgados neste domingo indicam que será necessária a realização de um segundo turno para decidir quem vai liderar o país, depois que nenhum dos candidatos obteve pelo menos 50% dos votos. O atual presidente, Joseph Kabila, obteve 44,81% dos votos no pleito, realizado em 30 de julho, e vai disputar o segundo turno com Jean-Pierre Bemba, que ficou com 20,03%. A nova votação está marcada para 29 de outubro. Uma pessoa morreu na capital do país, Kinshasa, neste domingo, em tiroteio entre os guarda-costas de Bemba e a polícia, leal a Kabila. As eleições de julho foram as primeiras plenamente democráticas no país desde a sua independência, em 1960. Trinta e dois candidatos presidenciais e 9.709 candidatos para o legislativo disputaram os votos de 25,6 milhões de eleitores. O pleito põe fim a um processo de transição estabelecido depois de cinco anos de uma guerra que terminou em 2003. Alerta As forças de segurança congolesas e a missão de paz das Nações Unidas no país estão em estado de alerta para impedir mais distúrbios, embora alguns observadores acreditem que um segundo turno pode acalmar a violência que poderia eclodir se Kabila tivesse uma vitória imediata, especialmente em Kinshasa, onde Bemba tem grande apoio. A polícia foi vaiada em alguns bairros da capital, onde muitos eleitores consideram a instituição uma milícia particular do presidente, disse o repórter da BBC, Said Penda. O presidente da comissão eleitoral independente, Appolinaire Malu-Malu, é um dos homens com maior proteção no país, jamais viajando sem guarda-costas armados. Há ainda temor de violência na cidade de Mbuji-Mayi, na região central do país, um reduto do veterano líder da oposição, Etienne Tshisekedi, que boicotou as eleições. Vários dos candidatos presidenciais queixaram-se de "grandes irregularidades" na apuração dos votos. Angola, país vizinho à República Democrática do Congo e forte aliado regional de Kabila, confirmou que está enviando tropas para a fronteira, mas afirmou que este é apenas um procedimento de segurança rotineiro. |
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