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Burundi assina cessar-fogo com últimos rebeldes | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O último grupo rebelde do Burundi, as Forças de Liberação Nacional (FLN), assinou nesta quinta-feira um acordo de cessar-fogo com o governo em cerimônia realizada na Tanzânia. O acordo tem como objetivo encerrar 13 anos de guerra civil entre a maioria étnica hutu e os tutsis. Outros rebeldes hutus já depuseram as suas armas, incluindo aqueles leais ao presidente Pierre Nkurunziza, um ex-rebelde eleito no ano passado. "Que a assinatura do acordo traga o silêncio das armas", disse o enviado especial da África do Sul, Kingsley Mamabolo, na cerimônia em Dar es Salaam. O governo sul-africano mediou as negociações que resultaram no acordo. Crise interna O correspondente da BBC Prime Ndikumagenge informa, no entanto, que uma crise no governo tem atraído mais atenção da imprensa local do que o acordo. No início desta semana, a segunda vice-presidente Alice Nzomukunda - a nº 2 na hierarquia do partido governista - renunciou, acusando o líder do partido de corrupção e abusos de direitos humanos. O correspondente da BBC disse que, mesmo após a assinatura do cessar-fogo, os repórteres estavam mais interessados em obter uma reação do presidente Nkurunziza à renúncia do que saber suas expectativas em relação ao processo de paz. Da mesma forma, o líder das FNL Agathon Rwasa, em uma entrevista de rádio, teve de responder a uma pergunta sobre a renúncia antes de falar sobre o acordo. Desde a independência, em 1961, o Burundi tem sido assolado pelas tensões entre hutus e tutsis. Cargos no Exército antes dominado pelos tutsis eram divididos igualmente entre as duas etnias, como parte de um acordo de paz com outros grupos rebeldes hutus. Mais de 300 mil pessoas morreram na guerra detonada em 1993 pelo assassinato do presidente Melchior Ndadaye, o primeiro hutu a chegar ao cargo de chefe de Estado e o o primeiro a ser eleito democraticamente. |
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