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Missão brasileira negocia cooperação técnica com Líbano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma missão organizada pelo Itamaraty está no Líbano para discutir qual será o papel do Brasil na reconstrução do país. Com oportunidades de negócio limitadas para empresas brasileiras, o principal foco do encontro é a possibilidade de cooperação técnica. É a primeira vez que o Brasil promove projetos deste tipo no Oriente Médio, afirma o diretor da Agência Brasileira de Cooperação, embaixador Luiz Henrique Pereira da Fonseca, que chefia a delegação brasileira no Líbano. “Essa cooperação sul-sul (entre países em desenvolvimento) é essencial na política externa brasileira. O Brasil não tem como participar com dinheiro da reconstrução do Líbano, mas temos o que oferecer em ajuda técnica”, disse por telefone de Beirute à BBC Brasil o embaixador Fonseca. Entre os setores nos quais o Brasil poderia ajudar, segundo o diplomata, estão a agricultura, o manejo de resíduos sólidos (como o entulho da guerra) e geração de energia. Mas como as empresas brasileiras não terão acesso a financiamentos especiais, a participação delas nos projetos de reconstrução fica limitada, porque os países ricos que doam os recursos têm poder de decisão sobre quais companhias vão tocar as obras. Em geral, os doadores costumam escolher empresas de seus próprios países tanto por questões de transparência quanto de protecionismo. Doações Na conferência realizada em Estocolmo para a reconstrução do Líbano, a comunidade internacional se comprometeu a doar US$ 940 milhões. O Brasil estava presente na conferência e ofereceu US$ 500 mil, que irão para um fundo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e devem ser usados nos projetos de cooperação que serão promovidos pelo governo brasileiro. O chefe do departamento comercial do Itamaraty, Henrique Sardinha, que faz parte da missão brasileira, diz que há oportunidades para empresas nacionais em projetos que não estejam sendo financiados pelos recursos conseguidos em Estocolmo, mas diz que é impossível estimar o potencial dos negócios. “Temos duas grandes empreiteiras brasileiras que estão participando da missão, a Odebrechet e a Andrade Gutierrez. Estamos também preparando a participação do Brasil na feira de reconstrução do Líbano, que deve acontecer em fevereiro”, diz Sardinha. Importações Sardinha diz também que um importante objetivo comercial desta missão é aumentar as importações de produtos libaneses para o Brasil. “Hoje temos uma balança comercial muito desequilibrada a favor do Brasil. No ano passado, o Líbano importou US$ 165 milhões da gente, e nós importamos apenas US$ 5 milhões daqui”, diz o diplomata. “Claro que também queremos aumentar as exportações brasileiras, mas um desequilibrio comercial tão grande com um país pequeno não é bom no longo prazo. Comércio internacional precisa ser equilibrado.” A missão brasileira iniciou nesta segunda-feira a visita ao Líbano e fica no país até a quinta. |
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