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Atualizado às: 26 de setembro, 2006 - 20h19 GMT (17h19 Brasília)
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Líbano 'tem um milhão de bombas sem explodir'
Especialista em explosivos se prepara para explodir bomba de fragmentação
Especialista se prepara para explodir bomba de fragmentação
Mais de um milhão de pequenas bombas de fragmentação lançadas por Israel em seu conflito com o Hezbollah permanecem no sul do Líbano sem explodir, segundo a ONU.

O Centro de Coordenação de Ação Antiminas da ONU afirmou que cerca de 40% das bombas de fragmentação disparadas ou lançadas por Israel não foram detonadas. Este número equivale ao triplo da estimativa inicial da ONU.

A agência afirma que o problema poderá atrasar em até dois anos a volta para a casa de cerca de 200 mil pessoas que tiveram que abandonar seus lares por causa da guerra encerrada mês passado.

Os dispositivos mataram 14 pessoas no sul do Líbano desde que o cessar-fogo foi anunciado.

O chefe da equipe de retirada de minas da ONU no sul do país, Chris Clark, disse que Israel não conseguiu fornecer informações mais úteis a respeito de seus ataques com bombas de fragmentação. Estas informações poderiam ajudar na operação da retirada dos dispositivos.

Em agosto o coordenador das operações humanitárias da Organização das Nações Unidas (ONU), Jan Egeland, acusou Israel de usar de forma "completamente imoral" bombas de fragmentação no Líbano.

Israel afirma que todas as suas armas e munições, bem como o uso deste arsenal, obedecem as leis internacionais.

"Ameaça"

Clark disse que Israel disparou cerca de seis mil bombas, foguetes e bombas de artilharia a cada dia contra o Líbano, durante os 34 dias do conflito.

Ele afirmou também que a informação fornecida por Israel para ajudar na retirada das bombas foi "inútil". "Pedimos referências da rede de ataques (com bombas de fragmentação). Até o momento ainda não recebemos."

A agência de refugiados da ONU afirmou que o perigo representado por bombas de fragmentação que não explodiram significa que cerca de 200 mil pessoas que fugiram de suas casas devido ao conflito não poderão voltar por até dois anos - a previsão inicial era de apenas um ano.

"Esta é, claramente, a maior ameaça a vida de civis", disse Arjun Jain, do Alto Comissariado da ONU para refugiados.

O uso de bombas de fragmentação não é proibido pelas leis internacionais.

Mais de mil civis libaneses e um número desconhecido de milicianos do Hezbollah foram mortos no conflito.

Israel perdeu 116 soldados nos confrontos, e 43 civis israelenses foram mortos por ataques de mísseis do Hezbollah contra o norte do país.

A Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que entrou em vigor no dia 14 de agosto, estabeleceu um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah após 34 dias de confrontos.

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