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ONU diz que Hariri foi 'assassinado por suicida' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma investigação realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) encontrou novas evidências de que o ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri foi assassinado por um suicida. Hariri foi morto em fevereiro de 2005, em um ataque com um carro-bomba no centro de Beirute, capital do Líbano. Segundo relatório do principal responsável pela investigação, o belga Serge Brammertz, os investigadores acreditam que um homem morto no atentado teria detonado a bomba no caminhão que matou Hariri. O relatório diz ainda que há novas pistas sobre quem teria sido o mandante do crime, mas não dá mais detalhes. Os apoiadores de Hariri culparam a Síria por seu assassinato. O governo sírio nega qualquer envolvimento nos ataques, que mataram 23 pessoas. O relatório foi entregue ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, nesta segunda-feira. Os investigadores acreditam que o suicida detonou 1,8 mil quilos de explosivos de dentro ou na frente do caminhão. Conforme o relatório, com base nos 32 restos mortais supostamente pertencentes ao suicida encontrados no local do ataque, acredita-se que o homem tinha entre 20 e 25 anos. Síria O antigo responsável pelo inquérito, Detlev Mehlis, acusava a Síria de obstruir a investigação. Segundo Brammertz, a cooperação da Síria tem sido satisfatória. No entanto, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, John Bolton, afirmou que esse último relatório não significa que a Síria esteja livre de suspeitas. A morte de Hariri provocou manifestações contra a Síria no Líbano. Apesar de negar envolvimento nos ataques, Damasco acabou cedendo à pressão internacional e retirou suas tropas do Líbano em 2005, depois de quase 30 anos de presença militar no país. Na sexta-feira, o Conselho de Segurança da ONU terá uma reunião para discutir o relatório. |
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