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ONU pede à Síria para questionar presidente | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A comissão das Nações Unidas que investiga o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri pediu nesta segunda-feira para se encontrar com o presidente da Síria, Bashar Assad, e seu ministro das Relações Exteriores, Farouq Shara. O pedido foi feito um dia após o partido governista sírio Ba’ath ter decidido expulsar o ex-vice-presidente Abdul Halim Khaddam em retaliação às suas afirmações de que os líderes sírios ameaçaram Hariri antes de seu assassinato, em fevereiro. A comissão de investigação da ONU quer entrevistar Khaddam o mais breve possível para esclarecer seus comentários. Em entrevista à TV Al-Arabiya na sexta-feira, Khaddam, que renunciou em junho à vice-presidência e hoje vive em Paris, disse que os serviços de inteligência sírias não poderiam ter cometido um assassinato sem a aprovação de Assad. A Síria nega ter feito qualquer ameaça contra Hariri. Responsabilidade síria A investigação das Nações Unidas em andamento já indicou a responsabilidade de membros do governo sírio sobre o assassinato. A Síria negou veementemente as acusações. Em seu relatório publicado em outubro, o investigador da ONU Detlev Mehlis disse que várias fontes disseram ter ouvido de Hariri que, durante um encontro, Assad ameaçou “quebrar o Líbano sobre sua cabeça” se ele não apoiasse uma prorrogação do mandato do presidente Emil Lahoud. Porém o relato que as autoridades sírias fazem do encontro, de acordo com o relatório, é de uma reunião cordial e respeitosa. Mehlis, que deixou a comissão de investigação, disse à BBC em dezembro que era “muito claro que nada nesta envergadura (como o assassinato de Hariri) poderia ter acontecido sem o conhecimento das agências de inteligência, libanesa e síria”. O Conselho de Segurança da ONU aprovou no mês passado a prorrogação das investigações por mais seis meses. |
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