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ONU interrogará autoridades sírias sobre morte de Hariri | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo da Síria disse nesta sexta-feira ter concordado com o plano da ONU de interrogar altos oficiais do país, nas investigações do assassinato do ex-premiê do Líbano Rafiq Hariri. O vice-ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid Muallem, afirmou que o interrogatório de cinco autoridades sírias acontecerá em Viena. Segundo ele, a Síria foi assegurada de que sua soberania será respeitada. A Síria já havia impedido que investigados sobre o atentado deixassem o país para ser questionados. Detlev Mehlis, que chefia o inquérito realizado pela ONU sobre o caso, insistia que a Síria abandonasse a posição de só autorizar o interrogatório das autoridades caso fosse feito no país. Acordo "As autoridades sírias decidiram informar Mehlis de que aceitaram a sua sugestão, e o lugar onde acontecerão os depoimentos será a sede da ONU em Viena", disse Muallem. Marie Okabe, a porta-voz da ONU, disse que Mehlis informou por telefone o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, sobre o acordo. No entanto, ainda há uma questão a ser resolvida, de acordo com Jon Leyne, correspondente da BBC na Jordânia. Originalmente, a ONU disse que queria falar com seis autoridades sírias, mas o país liberou apenas cinco para irem a Viena. Muallem não quis identificar as autoridades envolvidas no caso, dizendo ser esta uma questão de "discrição da investigação", e não revelou quando eles serão interrogados. Acredita-se que entre os acusados estejam Maher Assad, irmão do presidente sírio, Bashar Al-Assad, e o chefe da inteligência militar síria, Assef Shawkat, cunhado do presidente. A Síria nega envolvimento na morte de Hariri, que aconteceu em fevereiro de 2005 em Beirute, no Líbano, mas um relatório inicial do investigador da ONU implicou oficiais do alto escalão da Síria e do Líbano. O assassinato de Hariri gerou uma onda de protestos e críticas à Síria, que foi obrigada a retirar suas forças de segurança do Líbano como conseqüência. |
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