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Atualizado às: 12 de dezembro, 2005 - 21h09 GMT (19h09 Brasília)
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Premiê libanês pedirá à ONU que investigue assassinatos
Atentado em Beirute
Desde fevereiro, ao menos 14 explosões ocorreram em Beirute
O primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, disse nesta segunda-feira que vai pedir ao Conselho de Segurança da ONU uma investigação a respeito da série de ataques contra personalidades do país que são contra a Síria.

Siniora fez a declaração horas depois de um parlamentar libanês anti-Síria, Gibran Tueni, ter sido morto na explosão de um carro-bomba na capital, Beirute.

"Também pedirei a formação de uma corte judicial de caráter internacional para a investigação do assassinato do mártir (ex-primeiro-ministro libanês) Rafik Hariri, pois isto foi além de assassinatos pessoais", afirmou Fouad Siniora.

Pelo menos 13 pessoas morreram e muitas outras ficaram feridas em 14 explosões ocorridas em áreas cristãs e anti-Síria no Líbano, desde a morte de Hariri.

Jornal

Pelo menos outras duas pessoas morreram, além parlamentar Gibran Tueni, na explosão do carro-bomba nesta segunda-feira em Beirute. Tueni foi morto um dia depois de voltar de Paris, onde ele estava morando justamente por temer por sua vida.

O comboio de veículos em que Tueni viajava foi alvo do ataque quando passava pelo subúrbio de Mekallis, predominantemente cristão, no leste de Beirute.

Tueni era um dos principais críticos da dominação síria do Líbano, e divulgava suas posições por meio de seu jornal, Al-Nahar.

Um grupo previamente desconhecido, auto-intitulado Lutadores pela Unidade e Liberdade do Levante, divulgou um comunicado reivindicando a autoria do atentado. A veracidade do comunicado não foi comprovada.

"Carta Aberta"

Gibran Tueni
Tueni era um grande crítico da influência síria no Líbano
"Muitos libaneses consideram o comportamento da Síria no Líbano completamente em descompasso com os princípios de soberania, dignidade e independência", escreveu Tueni em "carta aberta" ao filho do falecido presidente sírio Hafez Al-Assad, Bashar, que seria seu sucessor.

Na época, quando um grande número de soldados e agentes de inteligência sírios estavam posicionados no Líbano, usar palavras como "desconforto" sobre a Síria era algo considerado uma forte crítica.

A carta gerou muito debate no Líbano muito antes de o Conselho de Segurança da ONU aprovar resolução para a retirada de soldados sírios de território libanês.

O veterano político libanês Walid Jumblatt acusou a Síria pela morte de Tueni. O governo sírio negou qualquer envolvimento e disse que o ataque foi promovido para prejudicar a reputação do país antes da divulgação das investigações da ONU sobre a morte de Hariri.

"A Síria denuncia este crime que tomou as vidas de libaneses, independentemente de suas posições políticas", disse o ministro da Informação da Síria, Mahdi Dakhl-Allah, à TV LBC.

Os Estados Unidos classificaram o assassinato de Tueni de "um ato atroz". "As forças da opressão e da tirania tiraram do povo libanês um dos seus maiores defensores da liberdade e mataram um corajoso advogado da independência e da soberania libanesa", disse um comunicado da embaixada americana em Beirute.

O ministro das Relações Exteriores da França, Philippe Douste-Blazy, disse que o ataque foi promovido por aqueles que tentam desestabilizar o Líbano. "A comunidade internacional permanece unida e determinada do lado do Líbano durante este período crucial para seu futuro", disse.

Relatório

Na terça-feira, o Conselho de Segurança da ONU deve discutir o último relatório a respeito da explosão que vitimou Hariri, que morreu em uma explosão em fevereiro.

O relatório confirma que autoridades sírias são os suspeitos mais importantes na morte ocorrida em fevereiro.

Um relatório inicial do investigador Detlev Mehlis afirmou que muito improvável que o ataque com bomba que matou Hariri possa ter sido realizado sem o conhecimento da Síria.

As autoridades sírias negam qualquer envolvimento no plano.

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