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Atualizado às: 25 de abril, 2006 - 15h56 GMT (12h56 Brasília)
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Investigador da ONU questiona presidente sírio
Bashar al Assad
Assad já havia negado dois pedidos de encontro com comissão da ONU
O chefe da comissão das Nações Unidas que investiga o assassinato do ex-premiê libanês Rafik Hariri, em fevereiro de 2005, se encontrou nesta terça-feira com o presidente da Síria, Bashar al Assad.

Esta é a primeira vez que o investigador-chefe Serge Brammertz, se reúne com o líder sírio.

Não foram divulgados detalhes sobre o que foi discutido no encontro entre Brammertz e Assad.

Porém o encontro ocorre depois das acusações do ex-vice-presidente sírio Abdel Halim Khaddam de que Assad estaria pessoalmente envolvido no assassinato de Hariri.

Brammertz também deve se encontrar com o vice-presidente Farouk Sharaa, que era ministro das Relações Exteriores na época do assassinato e foi acusado pelos investigadores de dar informações falsas.

Responsabilidade

A investigação das Nações Unidas em andamento já sugeriu a responsabilidade de membros do governo sírio sobre o assassinato. A Síria negou veementemente as acusações.

O encontro com Assad havia sido solicitado pela comissão de investigação da ONU em janeiro.

Em seu relatório publicado em outubro, o então investigador da ONU Detlev Mehlis disse que várias fontes disseram ter ouvido de Hariri que, durante um encontro, Assad ameaçou “quebrar o Líbano sobre sua cabeça” se ele não apoiasse uma prorrogação do mandato do presidente Emil Lahoud.

Assad, que nega ter tido conhecimento do plano para assassinar Hariri, diz que qualquer membro do governo sírio cujo envolvimento com o crime seja provado será punido por traição à pátria.

O assassinato de Hariri gerou grandes protestos no Líbano contra a presença militar síria no país e intensificou a pressão internacional pela retirada das tropas sírias.

O governo sírio acabou cedendo à pressão e retirou seus militares e agentes de inteligência do Líbano após 29 anos.

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