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Campanha nos EUA organiza boicote ao governo do Sudão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma campanha nos Estados Unidos para colocar pressão no governo do Sudão sobre a questão de Darfur ganhou novo fôlego nesta semana. Na Califórnia, entrou em vigor uma lei que limita os negócios entre empresas do Estado com o governo sudanês. A lei faz parte de uma corrente em ascensão nos Estados Unidos que quer impedir que empresas façam negócios com Cartum. Até agora, seis Estados aprovaram legislações e outros 18 estão estudando medidas legais. Poder das estrelas Na segunda-feira, o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, assinou a nova lei do Estado. A regra exige que os fundos de pensão baseados na Califórnia vendam suas ações de empresas que negociam com o Sudão. Ao lado do governador, estava o ator Don Cheadle, estrela do filme Hotel Ruanda. A mensagem é clara: genocídio em Ruanda, genocídio no Sudão. O governador pediu que o presidente americano, George W. Bush, siga o mesmo caminho. Schwarzenegger escreveu para o presidente na quinta-feira, pedindo que ele assine a Lei de Paz e Responsabilidade em Darfur.
“Com um traço da sua caneta, você pode fazer muito mais do que qualquer um para aliviar o sofrimento de milhões nessa região arrasada pela guerra”, escreveu o governador. Pressão A campanha é conduzida pelo movimento não-governamental Força Tarefa de Desinvestimento do Sudão. A entidade foi criada na universidade americana de Harvard, e agora engloba Estados e cidades em todo o país. Ela já começa a ganhar o mesmo ímpeto que grupos de pressão contra o regime do apartheid levaram 20 anos para conseguir. Em apenas 18 meses, o movimento contra atrocidades cometidas em Darfur já está em quase todos os lugares dos Estados Unidos. “Genocídio é um empreendimento caro”, afirma o diretor do movimento, Adam Sterling. “O governo do Sudão se apóia muito nos investimentos estrangeiros para financiar seu exército e suas milícias brutais, tentando eliminar as populações não-árabes de Darfur.” O grupo de campanha desenvolveu um site sofisticado na Internet que permite que os internautas acompanhem se seus fundos de investimentos colocam dinheiro em companhias que apoiam o governo do Sudão. O alvo não são as empresas americanas, que estão proibidas de negociar com o Sudão desde 1997. O movimento quer atingir empresas como a chinesa PetroChina, a indiana Bharat Heavy Electrical e a Sudan Telecom. O lobby de empresas americanas no Congresso tem impedido que leis mais duras sejam aprovadas nos Estados Unidos. Mas se o ímpeto do movimento se mantiver, negociar com o Sudão pode se tornar tão difícil quanto com a África do Sul nos tempos do apartheid. |
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