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EUA fazem novo esforço para conter Venezuela | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
É um sinal dos tempos a força (retórica e petrolífera) de Hugo Chávez para dobrar a inflexibilidade americana. Há duas semanas, o presidente da Venezuela esteve no pódio das Nações Unidas para chamar George W. Bush de "diabo". O presidente americano sentiu o golpe e reagiu esta semana de forma angelical, fazendo concessões à América Latina em mais um esforço para neutralizar a influência venezuelana e conter a onda antiamericana. O Brasil e mais 11 países do hemisfério, além de outras nove nações, podem voltar a receber ajuda e treinamento militares dos EUA. A Venezuela evidentemente não foi premiada. Lista Os 21 agraciados integravam uma lista do Departamento de Estado criada em 2004 para punir os países que não assinaram acordo bilateral com Washington aceitando que americanos sejam isentos de processos no Tribunal Penal Internacional instaurado pela ONU em 2002. O governo Bush não assinou o tratado e assumiu uma agressiva postura contra o tribunal, argumentando que fere sua soberania, além de sujeitar seu pessoal militar, diplomatas e cidadãos comuns a processos com motivações políticas. A concessão do governo Bush coincidiu com a realização em Manágua, Nicarágua, de reunião de chefes militares do hemisfério. O general John Craddock, encarregado das operações militares americanas na América Latina e Caribe, foi direto ao alvo. Ele disse que seu objetivo é fazer com que os países do hemisfério mantenham os EUA como "parceiros de escolha", meta obviamente prejudicada pela proibição para que recebam assistência americana. China Além do esforço para neutralizar a influência da Venezuela, que como os EUA está interessada em polarizar o quadro geopolitico no hemisfério, o waiver é importante num momento em que a China, cada vez mais próxima de Caracas, preenchia o vácuo criado pela suspensão dos programas militares. É sintomático que da lista de waivers conste a Bolívia, país que hoje é aliado preferencial da Venezuela na América do Sul. Já a Venezuela recentemente aprofundou sua parceria com a Rússia para a compra de material militar, num montante de US$ 3 bilhões. Na reunião de Manágua, o secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, sugeriu que os países do hemisfério estão preocupados com estas aquisições de armas pela Venezuela. De Caracas, Hugo Chávez não deixou por menos e, em outra fuzilaria retórica, ele chamou Rumsfeld de "cão de guerra". Ainda em Manágua, o general Craddock e Rumsfeld travaram uma batalha quixotesca para convencerem países latino-americanos a enviarem tropas para o Iraque e Afeganistão a fim de participarem de missões que não envolvam combate direto. Washington tem poucos aliados no hemisfério para estas tarefas mais ingratas -El Salvador é o único país do continente com tropas no Iraque como parte das forças de coalizão. A Colômbia, que já estava afinada com o governo Bush na questão do Tribunal Penal Internacional, por exemplo, pode mandar contingentes ao Iraque para auxiliar na proteção de infra-estrutura. |
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