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Atualizado às: 24 de setembro, 2006 - 01h13 GMT (22h13 Brasília)
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Venezuela acusa EUA de terem detido chanceler
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e o chanceler Nicolas Maduro
Maduro acompanhou Chávez na Assembléia Geral da ONU em NY
Autoridades venezuelanas afirmaram neste sábado que o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, foi detido por mais de uma hora pela polícia do aeroporto internacional JFK, em Nova York, nos Estados Unidos.

O governo venezuelano fez uma reclamação formal às autoridades americanas e à Secretaria Geral da ONU em protesto pelo incidente.

Maduro telefonou para a emissora de televisão estatal da Venezuela quando ainda estava no aeroporto e disse que havia sido detido pela polícia depois de ter sua bagagem vistoriada.

O chanceler afirmou ainda que seus documentos foram confiscados pelas autoridades do aeroporto. Maduro estava em Nova York para participar da Assembléia Geral da ONU.

De acordo com autoridades americanas, não há evidências de que Maduro foi detido.

Um porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos disse que o ministro venezuelano foi orientado a passar por uma segunda vistoria de rotina e, em seguida, poderia ter embarcado em seu vôo, mas decidiu permanecer em Nova York.

Detector de metal

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, classificou o episódio como uma "provocação do Senhor Diabo". Na quarta-feira, Chávez havia chamado de "diabo" o presidente americano, George W. Bush, durante discurso na ONU.

De acordo com Chávez, a polícia no aeroporto de Nova York interrogou Maduro sobre seu suposto envolvimento em uma fracassada tentativa de golpe na Venezuela em 1992.

"Isso é absolutamente falso. Ele nem sequer participou (da rebelião)", disse Chávez, que liderou a tentativa de golpe.

Greg Morsbach, repórter da BBC em Caracas, afirma, no entanto, que há relatos de que o incidente teria começado quando o alarme de um detector de metal do aeroporto soou durante a passagem do chanceler venezuelano pelo aparelho.

A equipe de segurança do aeroporto teria, então, detido Maduro, sem saber que tratava-se de um ministro venezuelano, porque o chanceler se recusou a passar novamente pelo aparelho.

Telefonema

No telefonema à emissora estatal venezuelana, o ministro disse que, ao informar às autoridades americanas que era o chanceler da Venezuela, a situação se deteriorou.

Maduro afirmou ainda que ficou confinado em uma pequena sala e teve que esvaziar suas malas.

"Eles começaram insultando, gritando e trouxeram um policial. Então, começaram a nos ameaçar", disse o chanceler. "Agora, não tenho documentos e não posso viajar."

O vice-presidente da Venezuela, José Vicente Rangel, descreveu o incidente como "uma violação do direito internacional, dos direitos da Venezuela e dos direitos da investidura de um funcionário como o chanceler venezuelano".

Rangel disse não ter dúvidas de que o incidente foi uma reação ao discurso de Chávez na Assembléia Geral da ONU.

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