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Annan tem reservas à Venezuela no CS da ONU, diz Guatemala | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Guatemala, Oscar Berger, afirmou nesta quinta-feira que o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, tem “sérias reservas” à possibilidade da Venezuela integrar o Conselho de Segurança na entidade. “O secretário me disse pessoalmente que se a Venezuela passar a integrar o Conselho de Segurança, teríamos muitos problemas, porque as grandes potências fariam o que achassem melhor, sem passar pela ONU, o que seria dramático”, afirmou Berger, em entrevista à BBC Mundo. A declaração teria sido feita por Annan num encontro reservado que os dois tiveram durante a Assembléia Geral da ONU, que está acontecendo em Nova York. Oscar Berger foi o único chefe de estado a ter uma audiência privada com Kofi Annan durante a Assembléia Geral. O presidente da Guatemala – que também aspira à uma vaga regional no Conselho – disse que a candidatura de seu país conta com o apoio da maioria dos países para a votação que define as vagas regionais do Conselho, em setembro. “Se a Venezuela ocupar a vaga, temo que o Conselho de Segurança passe a ser inútil”, disse Berger. Apoio de peso A candidatura guatemalteca a uma vaga no Conselho de segurança conta com o apoio dos Estados Unidos, que declaram abertamente a sua preferência e argumentam que a Venezuela não tem condições de ocupar a vaga. Segundo o líder da Guatemala, México, Canadá, Colômbia, Peru e Espanha também estão comprometidos com a candidatura de sua nação. Berger afirmou também que a Venezuela está pressionando membros da ONU a apoiarem sua candidatura. “Temos informações de que a Venezuela, como quinto maior produtor de petróleo do mundo, não está somente participando nos eventos internos de cada país, mas também exercendo pressões em troca de vantagens na compra de petróleo, para conseguir votos”, acusou Berger. Por sua vez, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, já agradeceu o apoio “em bloco do Mercosul”, do Caricom (o mercado comum caribenho), Liga Árabe e de “quase toda a África”. Ele também assegura ter o apoio de Rússia e China, países com vaga permanente no conselho e de diversos países do Oriente Médio e América Latina. Nesta quarta-feira, Hugo Chávez fez um discurso agressivo em relação ao presidente americano George W. Bush, a quem chamou de “diabo". |
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