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Amorim diz que Brasil não concorda com Chávez em tudo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O chanceler brasileiro, Celso Amorim, disse hoje em Nova York que apesar de o Brasil apoiar a candidatura venezuelana a uma vaga rotativa do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU), o governo Lula não concorda necessariamente “com as posições de um país”. Amorim se referia ao discurso feito pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, na Assembléia Geral, em que chamou o presidente americano, George W. Bush, de “diabo”. O chanceler brasileiro recusou-se a comentar especificamente o pronunciamento de Chávez, mas acrescentou que tanto o presidente Lula quanto ele próprio têm sugerido para o governo venezuelano “moderar o discurso” em relação aos Estado Unidos. “O Brasil é amigo da Venezuela e é também amigo dos Estados Unidos”, afirmou, acrescentando que existem “cicatrizes de ambos os lados”. Bolívia Quanto às negociações da Petrobras com o governo Evo Morales sobre o fornecimento de gás boliviano ao Brasil, Amorim se disse otimista. “Conversei duas vezes com o presidente Morales agora em Havana”, disse. “Acho que o desejo deles (bolivianos) é que a Petrobras continue (na Bolívia), e o nosso também.” De acordo com Amorim, o Brasil não espera que a Bolívia reverta o decreto de nacionalização de seus recursos naturais. Ele acrescentou que o acordo ideal para a questão deverá equacionar “o que seja ao mesmo tempo justo e viável para os dois lados”. BRIC Na quarta-feira, além de participar da 61ª Assembléia Geral da ONU, Celso Amorim reuniu-se com os chanceleres dos chamados países BRIC, que além do Brasil incluem a Rússia, a Índia e a China. “Este é um grupo sui-generis, porque não nasceu de uma articulação, mas da constatação de analistas políticos e financeiros de que essas nações terão um peso cada vez maior nas próximas décadas”, disse. “É bom que desde já comecemos a nos entender.” Segundo o chanceler brasileiro, a partir de agora, representantes dos quatro países começarão a se encontrar periodicamente para discutir questões de interesse comum, como na área do comércio. “Além disso, dois desses países (Rússia e China) já são membros permanentes do Conselho de Segurança. E aqueles que não são (Brasil e Índia), querem ser.” A propósito da ambição brasileira de se tornar membro permanente do CS, Amorim disse que “a questão é saber quando a reforma sai, porque ela terá que vir”. Ele acrescentou que o Brasil não pleiteia o direito de veto, como candidato a uma vaga permanente, pois “o veto é um instrumento que progressivamente deveria ser abandonado”. |
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