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Atualizado às: 19 de setembro, 2006 - 07h44 GMT (04h44 Brasília)
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Confrontos com os EUA devem marcar Assembléia da ONU

ONU
Bastidores da ONU devem discutir sucessão de Kofi Annan
O Oriente Médio, a questão da proliferação nuclear, a sucessão do secretário-geral Kofi Annan e a candidatura venezuelana a uma vaga rotativa do Conselho de Segurança (CS) devem dominar a agenda desta 61ª Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

O denominador comum de todos esses temas é que eles opõem os interesses americanos aos de uma variada gama de opositores loquazes – do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao da Venezuela, Hugo Chávez - e devem provocar debates acalorados.

De sua parte, segundo o Departamento de Estado, ao discursar na manhã desta terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, deverá defender “o avanço da democracia no Oriente Médio e o fortalecimento da democracia no Iraque, no Líbano e da Autoridade Palestina.”

Na tribuna da Assembléia Geral, Bush deve dizer que, se por um lado operações militares e policiais são eficazes para conter ações terroristas, por outro, as mais efetivas armas pró-democracia são a liberdade e a oportunidade.

“Tempo crucial”

De acordo com Stephen Hadley, assessor especial de Bush para relações exteriores, o presidente americano “vê o Oriente Médio como uma luta entre as forças do extremismo e as forças da moderação”.

“E este é um tempo crucial”, acrescentou Hadley.

Ao longo da semana, Bush deve se reunir com os presidentes da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e do Iraque, Jalal Talabani. Bush deverá também discutir o programa nuclear iraniano com presidente francês, Jacques Chirac.

Mas ao contrário de Bush, Chirac declara-se contrário à aplicação de sanções econômicas e diplomáticas contra o Irã, que tem desafiado o Conselho de Segurança - que determinou o congelamento de seu programa nuclear.

"Não estou pessimista," disse Chirac à imprensa francesa. "Creio que o Irã é uma grande nação, uma cultura antiga, uma civilização antiga e que possamos encontrar soluções através do diálogo.”

Além de Bush, Chirac é o único chefe de estado de um país com assento permanente no CS que vai estar presente a esta Assembléia Geral.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, está agendado para discursar na noite de terça-feira, quando deve defender o programa nuclear iraniano que qualifica como para “fins pacíficos.”

Sucessão de Annan

Até agora, restritas a debates e votações fechadas no âmbito do Conselho de Segurança, as negociações de bastidores sobre a sucessão de Kofi Annan, cujo mandato expira no próximo dia 31 de dezembro, devem subir de temperatura ao longo da semana.

Candidato preferido dos EUA e também da China, o chanceler sul-coreano Ban Ki-Moon é até agora o favorito na disputa.

Diplomata de carreira discreto e avesso à confrontação, Ban Ki-Moon tem um perfil oposto ao de Annan, que não tem hesitado em desafiar as posições americanas em relação ao Iraque e o Oriente Médio em geral.

Segundo os estatutos da ONU, o secretário geral da ONU é eleito pelos 192 países membros, a partir de nomes recomendados pelo Conselho de Segurança, cujos cinco membros permanentes, EUA, China, Grã-Bretanha, Rússia e França, têm o poder de veto.

Chávez X Bush

Agendada para o próximo mês de outubro, a eleição para eleger cinco dos dez membros não permanentes do CS deve ser a mais disputada da última década.

Em desafio ao governo Bush, que apóia e faz campanha para a Guatemala, a Venezuela de Hugo Chávez, que conta com o apoio oficial do Brasil, da China e da Rússia, desponta como favorita nesta Assembléia Geral.

De acordo com a missão venezuelana na ONU, a Venezuela já conta com os dois terços – 128 votos – da Assembléia Geral necessários para sua eleição para um mandato de dois anos no CS.

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