|
Venezuela rejeita pedido de desculpas dos EUA | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo da Venezuela emitiu uma reclamação formal às autoridades americanas e à Secretaria Geral da ONU pela detenção do ministro das Relações Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, no aeroporto JFK, em Nova York. O governo venezuelano disse que o incidente foi uma flagrante violação das leis internacionais. O Departamento de Estado americano emitiu um pedido de desculpas ao chanceler, dizendo que lamentava o incidente ocorrido no aeroporto. Ao embarcar de volta a Caracas, depois de uma semana em Nova York, onde participou da 61ª Assembléia Geral da ONU, Maduro foi detido por mais de uma hora pela polícia do aeroporto, que ainda reteve seus documentos. Revista Maduro disse que foi ofendido verbalmente, teve os documentos confiscados, a bagagem vistoriada e ainda foi revistado por um policial. O ministro afirmou ainda que o pedido de desculpas não é suficiente. "Nós fomos detidos por uma hora e meia, e os policiais ameaçaram nos bater. O governo americano tem que ser responsabilizado por isso." Inicialmente, as autoridades americanas negaram a detenção do chanceler venezuelano, alegando que ele simplesmente teve que passar duas vezes por uma vistoria de rotina. Mas, em seguida, um comunicado emitido pelo Departamento de Estado confirmou que o ministro havia sido interrogado por policiais de imigração e que uma equipe especializada em segurança diplomática tinha sido enviada ao local para resolver a situação. 'Diabo' O presidente venezuelano, Hugo Chávez, classificou o episódio como uma "provocação do Senhor Diabo". Na quarta-feira, Chávez havia chamado de "diabo" o presidente americano, George W. Bush, durante discurso na ONU. De acordo com Chávez, a polícia no aeroporto de Nova York interrogou Maduro sobre seu suposto envolvimento em uma fracassada tentativa de golpe na Venezuela em 1992. "Isso é absolutamente falso. Ele nem sequer participou (da rebelião)", disse Chávez, que liderou a tentativa de golpe. Greg Morsbach, repórter da BBC em Caracas, afirma, no entanto, que há relatos de que o incidente teria começado quando o alarme de um detector de metal do aeroporto soou durante a passagem do chanceler venezuelano pelo aparelho. A equipe de segurança do aeroporto teria, então, detido Maduro, sem saber que tratava-se de um ministro venezuelano, porque o chanceler se recusou a passar novamente pelo aparelho. Telefonema No telefonema à emissora estatal venezuelana, o ministro disse que, ao informar às autoridades americanas que era o chanceler da Venezuela, a situação se deteriorou. Maduro afirmou ainda que ficou confinado em uma pequena sala e teve que esvaziar suas malas. "Eles começaram insultando, gritando e trouxeram um policial. Então, começaram a nos ameaçar", disse o chanceler. "Agora, não tenho documentos e não posso viajar." O vice-presidente da Venezuela, José Vicente Rangel, descreveu o incidente como "uma violação do direito internacional, dos direitos da Venezuela e dos direitos da investidura de um funcionário como o chanceler venezuelano". Rangel disse não ter dúvidas de que o incidente foi uma reação ao discurso de Chávez na Assembléia Geral da ONU. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Livro de Chomsky é o mais vendido após discurso de Chávez22 setembro, 2006 | BBC Report Venezuela tornaria CS da ONU inútil, diz Guatemala 21 setembro, 2006 | BBC Report Annan tem reservas à Venezuela no CS da ONU, diz Guatemala21 setembro, 2006 | BBC Report Amorim diz que Brasil não concorda com Chávez em tudo21 setembro, 2006 | BBC Report Chávez chama Bush de 'diabo' em discurso na ONU20 de setembro, 2006 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||