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Comerciante de Sorocaba explica seu voto em Alckmin | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O comerciante Hudson Pessini, de 31 anos, é dono de uma pequena loja de roupas no centro de Sorocaba, no interior do Estado de São Paulo. De acordo com a pesquisa de intenção de votos à Presidência realizada no fim de agosto pelo instituto Datafolha, Hudson se encaixa no perfil típico do eleitor do ex-governador Geraldo Alckmin - entre 16 e 32 anos, morador do interior da região Sudeste, com renda superior a R$ 701 mensais e escolaridade entre colegial completo e superior completo. Leia a seguir o depoimento de Hudson no qual ele explica as razões de sua decisão de votar em Alckmin:
"O que me levou a ter o Alckmin como candidato foram não só as suas propostas, mas também as atitudes que ele teve com os comerciantes e empresários daqui do Estado de São Paulo. Na eleição passada, votei no Ciro Gomes no primeiro turno e no Serra no segundo. Não tenho preferência partidária, mas a administração do PSDB na minha cidade deu certo, e a gente vê que a administração do PSDB no Estado também deu certo. O Alckmin pode ser uma pessoa fechada, mas uma pessoa para ser presidente não precisa ser um poço de simpatia, não precisa viver 24 horas sorrindo. A gente vê a atual política do país voltada muito para a questão social. Vamos ajudar, vamos contribuir, vamos dar ajudas financeiras, auxílio isso, auxílio aquilo. Mas não é assim, dando uma de Robin Hood, tirando de quem tem para passar para quem não tem, que vamos resolver o problema deste país, mas sim dando condições de sobrevivência.
Como comerciante, o que mais me prejudica é a alta carga tributária. O Alckmin quando foi governador reduziu bastante os impostos estaduais e mesmo assim a arrecadação subiu. Isso não aconteceu com os impostos federais. A gente reduziu nossos lucros, mas os impostos não foram reduzidos, então hoje praticamente tiramos da boca para pagar os impostos. Para depois esses impostos serem doados e transformados nesses programas do governo de ajuda aos mais necessitados. Mas acho que não é isso que é a solução para o país, e sim dar condições para as pessoas trabalharem. Esta onda de violência não é simplesmente uma onda só de violência. A gente tem que prestar atenção no sensacionalismo da notícia e na realidade. A gente ouve dizer que São Paulo está um caos, está intransitável, inabitável, mas a realidade não é só essa. Os problemas não existem somente no Estado de São Paulo, existem também no Rio de Janeiro, em Minas, no Espírito Santo, e no resto de todo o país.
Não podemos falar que a culpa da situação carcerária no país é do governo do Geraldo Alckmin, que foi omisso, que foi isso, foi aquilo. Teve suas falhas, sim, mas essas falhas foram em conjunto com outras coisas. Acho que há um fator eleitoral nessa onda de violência. Para que dar tanta atenção para um fato desses?. O que a gente vai falar, cadê o Marcos Valério, cadê o Genoíno, cadê o Palocci, cadê o José Dirceu? Aí o que acontece, a pessoa se foca nesse assunto, e desvia toda a sua atenção para essa parte de PCC, violência e não sei o quê, e esquece de outros fatos. Porque a cabeça do brasileiro é assim, o legal é estar antenado com o que está acontecendo naquele momento. Agora a moda é falar de PCC, vamos falar só de PCC. Não é mais moda falar de mensalão, não é mais moda falar de Marcos Valério. Agora a moda é falar só de PCC. O Alckmin está em desvantagem nas pesquisas, mas a gente, como eleitor do Geraldo Alckmin, sempre espera uma mudança, uma reviravolta, como já aconteceu em outras campanhas. O rumo político pode ter uma reviravolta, com aquelas notícias que podem acontecer, coisas que desenterram do nada, e que podem reverter toda a situação." |
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