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Violência está entre as maiores preocupações dos eleitores | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O tema da violência aparece entre as principais preocupações dos eleitores, segundo as pesquisas, razão pela qual os candidatos dedicam grande parte de suas campanhas a apresentar propostas para combater a criminalidade e reduzir a violência. Segundo uma pesquisa do instituto de pesquisas americano Zogby, encomendada pela Universidade de Miami, 19% dos brasileiros consideram a violência como sua maior preocupação. O tema ganhou ainda mais projeção na campanha presidencial por conta das três ondas de ataques no Estado de São Paulo, atribuídas à agrupação criminosa PCC, formada dentro do sistema carcerário paulista. Segundo o sociólogo Mauro Paulino, diretor do instituto de pesquisas Datafolha, a imagem do ex-governador Geraldo Alckmin foi a mais atingida pela primeira onda de ataques, em maio, mas após as outras duas ondas houve uma diluição do impacto político. “Na primeira onda, as responsabilidades sobre o problema foram atribuídas mais ao governo do Estado, mas a partir da segunda onda os políticos em geral passaram a sofrer um desgaste. Tanto o governo federal quanto o estadual foram responsabilizados”, diz Paulino. Segundo o jornalista Bruno Paes Manso, que pesquisa a violência em São Paulo para seu doutorado na Universidade de São Paulo, no início chegou a haver um jogo de empurra-empurra entre os governos estadual e federal pela responsabilidade sobre a crise, mas posteriormente os políticos adotaram uma postura menos agressiva. “Houve uma compreensão por todos de que não seria útil politizar a questão, porque todos tinham sua parcela de culpa”, analisa Paes Manso. “Acho que isso ocorreu por uma mistura de cálculo político e responsabilidade.” Segundo ele, “a crise acabou não sendo capitalizada por nenhuma das candidaturas”. “Houve tentativas isoladas de atribuir as responsabilidades a um ou outro, mas que acabaram não sendo exploradas e a crise acabou não sendo identificada com um ou outro candidato.” |
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