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Mercosul levará 'maré' de questões a reunião do FMI | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O encontro anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), a ser realizado em duas semanas em Cingapura, é assunto para o diário econômico argentino El Cronista Comercial. Segundo o diário, Brasil e Argentina – que participarão do encontro como países "que já não necessitam" do FMI – vão ecoar "uma maré de questionamentos" comuns aos países sul-americanos e periféricos em geral. O Mercosul defenderá modificações do direito a voto relativo a cada membro, mais flexibilidade para obter empréstimos durante crises e menos ingerência em políticas internas de cada país, afirma o jornal. Mas nem Buenos Aires nem Brasília exigirão aumento do direito a voto, seguindo China, Coréia do Sul, Turquia e México. O Cronista afirma que a "voz" de cada país é calculada de acordo com a proporção de cada qual no Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Por este critério, tanto o Brasil quanto a Argentina perderam participação nos últimos cinco anos. FMI 2 Já os países africanos expressaram insatisfação com a escolha dos quatro países emergentes, informou o britânico The Guardian. Eles enviaram uma carta ao ministros das Finanças britânico Gordon Brown – que preside o Comitê Monetário e de Finanças do FMI – argumentando que o fortalecimento dos quatro países deixaria as nações africanas numa situação de ainda maior inferioridade. Eles pedem que Gordon Brown articule com países desenvolvidos um rechaço à proposta. Segundo o Guardian, Gordon Brown é simpático ao apelo dos países africanos. Islamismo O suplemento cultural do mesmo jornal aborda, em texto sarcástico, o mal-estar que o recente clima de luta contra o terrorismo gerou entre muçulmanos e integrantes de outros grupos religiosos. Sob o título "Dez coisas que você não pode mais fazer se é um muçulmano britânico", o jornal descreve o que seria, supostamente, "um muçulmano normal e decente". "Não use casaco grande", aconselha o Guardian, pois "suicidas palestinos durante a Intifada usavam roupas fora da estação para esconder explosivos". O jornal recorda que a Scotland Yard chegou a apontar esta como uma das razões para a morte do brasileiro Jean Charles de Menezes – que, depois descobriu-se, não estava usando um casaco pesado. O Guardian dá outros conselhos: "Não vá de férias para o Paquistão"; "Não tenha barba"; "Não seja membro de algum grupo ou clube"; "Não seja apático, mas ao mesmo tempo não seja um líder comunitário". Mobilidade para baixo Em editorial, o diário americano The New York Times analisa o fato de que "mesmo o melhor número (econômico divulgado ontem pelo governo) é má notícia para os americanos", apesar da expansão durante o governo Bush. "Apenas crescer não é suficiente para responder aos problemas econômicos e sociais da pobreza, distribuição de renda e falta de seguridade", na visão do jornal. "Faltam políticas que ajudem a garantir que os benefícios do crescimento são amplamente compartilhados – como suporte à educação pública, impostos progressivos, serviço de saúde acessível, maior salário mínimo e proteção ao trabalhador." Mas o NYT é pessimista: "é improvável que Bush leva a cabo essas mudanças, adepto que é de cortes de impostos que apenas beneficiam os ricos. Mas a agenda para o próximo presidente não poderia ser mais clara". |
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