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FT: Como Lula está caminhando para o 2º mandato | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal britânico Financial Times desta terça-feira dedica quase uma página à possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reeleger no primeiro turno das eleições deste ano. Afirmando que Lula "passou por cima" dos escândalos de corrupção do PT, o jornal britânico classifica o presidente de "resistente" e destaca a vantagem que ele tem mostrado nas pesquisas de intenção de voto. Para o jornal a explicação para o desempenho está tanto no próprio candidato como nos problemas da oposição. A principal vantagem de Lula estaria, segundo o FT, na percepção de que ele está “beneficiando os pobres do país com uma economia bem-administrada”. O jornal destaca também as dificuldades do principal adversário do presidente, Geraldo Alckmin, de fazer ataques frontais, já que seu programa tem muitos pontos em comum. "Muitos eleitores podem se perguntar quais são as diferenças entre os dois e por que arriscar em uma mudança", afirma o jornal. No entanto, o FT ressalta os obstáculos diante de Lula, que estaria tirando proveito de "uma alta periódica da economia". Para o periódico, a lista de desafios e problemas é longa: investimentos do governo mal direcionados, carga fiscal alta, leis trabalhistas datadas, regulamentações confusas e judiciário imprevisível. O Financial Times também aponta para o maior tempo de Alckmin na horário gratuito eleitoral como um problema para os planos do presidente. Mas ressalva: “Isso deve pesar em seu favor (de Alckmin) - desde que os eleitores não fiquem cansados nas quase sete semanas de campanha”. O britânico de tendência esquerdista The Independent abre a sua edição desta terça-feira com a bombástica manchete: "Veredicto de Israel: perdemos a guerra". A reportagem afirma que a maior parte da opinião pública israelense crê que nenhum ou muito poucos resultados da guerra foram alcançados. 'Guerra perdida' O Independent ressalta também a admissão, feita ontem ao Knesset, o Parlamento israelense, de "falhas" na condução do conflito de 34 dias. O jornal britânico completa a sua imagem da "derrota de Israel" com uma reportagem sobre a cidade de Srifa, no sul do Líbano, onde, segundo o jornal, guerrilheiros do Hezbollah estão sendo saudados como heróis pela população por terem conseguido "expulsar" os invasores. O correspondente de guerra Robert Fisk afirma ainda que é preciso estar no Líbano "para entender a natureza do conflito e o seu enorme significado político para o Oriente Médio". Euro robusto O também britânico The Times destaca o crescimento recorde – já levando em conta a taxa de 0,9% do segundo trimestre do ano – nos últimos seis anos registrado pela economia da Zona do Euro. Os bons resultados foram impulsionados pelo crescimento da França e da Alemanha, as maiores economias da região, que levaram os resultados europeus a superar a Grã-Bretanha, o Japão e os Estados Unidos. "A potência dos números do segundo trimestre dissolveram as dúvidas que ainda persistiam sobre a retomada econômica da Zona do Euro e reforça as já fortes expectativas de mais aumentos na taxa de juros do Banco Central Europeu", diz o Times. O diário destaca o crescimento acima das expectativas da economia alemã, que registrou a maior taxa de expansão da Europa em mais de cinco anos. "Há algo no ar além do odor de um desabrochar tardio na Alemanha. É o raro perfume do sucesso econômico, um sopro do Wirtschaftswunder (milagre econômico), que muitos julgavam extinto", diz o jornal britânico. |
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