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Grã-Bretanha recusa vistos para 'pobres', diz 'Times' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma reportagem publicada nesta terça-feira no diário britânico The Times afirma que as autoridades de imigração da Grã-Bretanha recusaram o visto de milhares de pessoas "simplesmente porque elas vêm de países pobres e repressores". A notícia, baseada em um levantamento do Independent Monitor for Entry Clearance Refusals, um órgão independente britânico que monitora a rejeição de vistos, diz que cerca de 46 mil pessoas tiveram vistos britânicos recusados erradamente nos últimos três anos. De acordo com o Times, o relatório do grupo indica que "discriminação está influindo na emissão de vistos", e que funcionários de imigração estão fazendo exigências além das requeridas pelas regras de imigração para turistas de países "pobres, instáveis e politicamente repressivos". No ano passado, foram apresentados pouco mais de 2,5 milhões de pedidos de entrada e 19% deles foram recusados. Uganda, Gana, Jamaica, Paquistão e Bangladesh são os países com os maiores índices de rejeição de vistos. Eritréia, Camarões, Mongólia, Serra Leoa e Nigéria completam a lista dos menos aceitos pelas autoridades britânicas, segundo a reportagem do Times. Náufragos de Doha Nos Estados Unidos, o Washington Post publica um artigo do congressista republicano Jim Kolbe que afirma que o fracasso da chamada Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio, no mês passado, "dá sinal verde para iniciar conversas (bilaterais) com o Brasil, a maior economia na América do Sul". "Com as negociações de Doha congeladas, os Estados Unidos precisam abraçar um ambiciosa pauta comercial multilateral." "Claro, acordos bilaterais não substituem os multilaterais", afirma o político, ressaltando em seguida que "sem uma rodada multilateral no horizonte, os Estados Unidos não podem ficar parados". O artigo no Post chama atenção para a falta de destaque que o fracasso de Doha vem merecendo nas campanhas dos candidatos americanos. Nas palavras do deputado do Arizona, trata-se de "um desastre que lança sombras sobre o futuro econômico de milhões de pessoas ao redor do mundo". Ele conclui o artigo no Washington Post dizendo que "se os Estados Unidos não avançarem em uma ambiciosa pauta comercial bilateral, há pouca esperança de que o comércio vai se espalhar para os países mais pobres". "E nenhum montante de auxílio externo vai tirar esses países da pobreza, se eles não têm perspectiva de participar da economia global." Custo da imigração Na Grã-Bretanha, a manchete do jornal Daily Mail, afirma que os impostos distritais do país terão de ser aumentados para absorver o custo dos imigrantes. "Os impostos vão ter que subir por causa do fracasso dos Trabalhistas (o partido do primeiro-ministro Tony Blair) em controlar a imigração", diz o jornal, de orientação direitista. De acordo com a reportagem, os líderes dos distritos britânicos alertaram o governo central de que "de forma alguma as autoridades locais podem bancar os serviços públicos que centenas de milhares de imigrantes do Leste Europeu vão precisar". Como exemplo, o Daily Mail cita o distrito de Slough, no oeste de Londres, que – de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas britânico, abrigaria apenas 300 imigrantes. De acordo com a autoridade local, entretanto, pelo menos dez mil poloneses estariam morando em Slough. O Daily Mail afirma que o Partido Trabalhista estimou em 13 mil o número de imigrantes desde a abertura das fronteiras para os moradores dos países recém-ingressados na União Européia. "Mas, desde 2004, cerca de 700 mil imigrantes econômicos chegaram para trabalhar aqui", diz a reportagem. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Brasil lidera revolução da cirurgia plástica, diz 'Guardian'07 agosto, 2006 | BBC Report Conflito no Líbano revela equívoco dos EUA, diz 'FT'04 agosto, 2006 | BBC Report 'Para onde Raúl vai levar Cuba?', pergunta jornal03 agosto, 2006 | BBC Report Exilados cubanos prevêem mudanças, diz CSM02 agosto, 2006 | BBC Report Problema de saúde de Fidel pode mudar o país, diz jornal01 agosto, 2006 | BBC Report 'É muito tarde para uma invasão?' pergunta Jerusalem Post31 julho, 2006 | BBC Report Cresce pressão sobre Blair por cessar-fogo, diz Telegraph27 julho, 2006 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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