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Ataques poupam centro de Tiro, mas isolam a cidade | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O bombardeio israelense no Líbano é persistente nas montanhas ao redor do espetacular porto libanês de Tiro, no sul do país. Daqui é possível ver claramente o ponto de Nagoura, onde a costa libanesa encontra Israel, e um arco de território fronteiriço montanhoso que se estende de 20 a 30 quilômetros para o leste desta antiga cidade fenícia. Dia e noite, os estrondos de explosões naquela área balançam portas e janelas na Casa de Repouso de Tiro, onde grande parte da mídia árabe e internacional está alojada. Cogumelos de fumaça e bolas de fogo sobem ao ar em meio ao nevoeiro quente que encobre as montanhas em direção ao Mediterrâneo. Explosão dupla A artilharia poderosa de Israel está trabalhando: bombas aéreas de 450 quilos e 225 quilos, mísseis guiados e ciclos de artilharia de 150 milímetros disparados do sul ou despejados pelas dezenas de caças que se escondem na linha do horizonte. Mas na maior parte do tempo, o centro de Tiro parece protegido desses ataques – apesar de que na noite de quarta-feira uma explosão dupla fez tremer a cidade e levou as pessoas a buscar proteção. O ataque aéreo da quarta-feira destruiu um bloco de apartamentos vazio onde a liderança militar do Hezbollah costumava viver em meio às estreitas vielas do bairro de Dini. Cerca de 12 pessoas ficaram feridas nos prédios vizinhos, incluindo três crianças com menos de 5 anos. No dia seguinte, houve um novo êxodo de pessoas fugindo da cidade – muitas delas que já haviam provavelmente deixado os vilarejos nas montanhas quinze dias antes para se proteger nos apartamentos superlotados de amigos e parentes. Trilhas de fumaça
Por sua parte, o adversário de Israel, Hezbollah, dispara salvas diárias de mísseis Katyusha de Tiro, deixando trilhas onduladas de fumaça branca nas plantações de banana e frutas cítricas nas periferias ao sul da cidade. Esses disparos – a principal razão de Israel para ir à guerra, ao lado da captura de dois soldados israelenses pelo Hezbollah – vêm provocando terror e deixando vazias as ruas das cidades do norte de Israel. Mas a resposta militar de Israel ao redor de Tiro mostra sua fraqueza fundamental ao lidar com uma milícia guerrilheira que foi formada fundamentalmente por nativos do sul do Líbano. Pode demorar até 12 minutos para uma aeronave israelense despejar suas bombas nos alvos – tempo suficiente para os grupos lançadores de foguetes juntarem suas coisas e escapar. Violência indiscriminada As autoridades israelenses põem grande ênfase na violência indiscriminada dos mísseis Katyusha não-direcionados do Hezbollah. Porém – apesar de insistirem que a operação de Israel está atacando plataformas de lançamento e linhas de suprimento do Hezbollah – os bombardeios já mataram com seus armamentos de alta tecnologia mais civis libaneses do que os mortos em Israel. Para as pessoas em Tiro, o barulho mais assustador não é o de bombardeios a quilômetros de distância, mas os sinalizadores zumbindo sobre suas cabeças, revelando alvos potenciais para Israel com alta precisão. Membros das equipes médicas dizem que a maioria das vítimas trazidas aos locais de atendimento é de civis que tentavam fugir de suas vilas bombardeadas no sul e que foram atacados nas estradas. Nas próprias vilas, pessoas feridas foram deixadas à própria sorte porque equipes de resgate também foram alvos de bombardeios. Duas ambulâncias foram atingidas nesta semana com minutos de diferença. ‘Precisão ao acaso’
E se os carros em fuga são alvejados, é ainda mais provável que veículos em direção ao sul se tornem suspeitos por Israel de serem combatentes do Hezbollah se dirigindo rumo à frente de batalha. Essa é a razão pela qual poucos jornalistas se aventuram além do relativamente seguro centro de Tiro para chegar a vilarejos remotos, para não falar em chegar perto de áreas nas quais o Hezbollah e as forças de Israel estão em combate. Em vez disso, então, a mídia se contenta em coletar relatos dos milhares de refugiados que vêm rumando ao norte até Tiro. Não é possível checar suas histórias, mas um padrão aparece no que eles contam: a destruição de seus vilarejos, dias passados sem provisões e fugas apavorantes para locais seguros. |
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