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Depois do G8, G6 marca reuniões para desatar Doha | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Depois do avanço das discussões sobre comércio internacional na reunião do G8, o grupo dos oito países mais industrializados do mundo, os ministros do G6 (Brasil, Austrália, Índia, Estados Unidos, União Européia e Japão) acertaram duas rodadas de encontros para tentar desatar o impasse na chamada rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC). Com a conclusão do encontro em São Petersburgo na segunda-feira, vários negociadores, entre eles o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e a secretária de comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, viajaram a Genebra, na Suíça, para agendar os encontros específicos sobre a Rodada de Doha. De acordo com o representante-adjunto permanente do Brasil na OMC, Paulo Mesquita, os ministros marcaram reuniões para os próximos fins de semana: nos dias 22 e 23, e 29 e 30. "Eles não chegaram a discutir substância, foi apenas um encontro para escolher as datas", afirmou Mesquita à BBC Brasil. A retomada das negociações da chamada Rodada de Doha chegou a ser anunciada pelo governo brasileiro como o principal objetivo da viagem à Rússia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participou do G8 como convidado. Surpresa A nova rodada de conversações foi convocada depois de longas discussões sobre o assunto desde o fim de semana em São Petersburgo, durante a reunião de cúpula do G8, e acabou sendo uma surpresa. O comércio sequer estava entre os assuntos previstos na agenda oficial da reunião de cúpula. As negociações para a Rodada de Doha estão estagnadas há vários meses, embora todos concordem ser urgente concluí-las até o fim do ano. A urgência se deve à intenção de que o acordo possa ser aprovado durante a vigência do chamado fast track, um dispositivo legal que permite ao presidente dos Estados Unidos assinar acordos comerciais sem a necessidade de aprovação ponto por ponto pelo Congresso. No mês passado, uma reunião envolvendo os mesmos negociadores que voltarão a se encontrar em Genebra nos próximos fins de semana não foi suficiente para superar o impasse, apesar do consenso de que o tempo para um acordo está se esgotando. Amorim viajou a Genebra de carona no avião que levava a americana Susan Schwab. Ambos estavam em São Petersburgo acompanhando os presidentes dos seus países na reunião do G8. |
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