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Mandelson culpa EUA pelo fracasso da reunião da OMC | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O comissário europeu de Comércio, Peter Mandelson, acusou nesta quinta-feira os Estados Unidos de serem os culpados pelo fracasso da reunião ministerial convocada pela OMC na semana passada em Genebra para tentar avançar as negociações da Rodada de Doha. Em resposta a uma pergunta do deputado Enrique Barón, do Partido Socialista Europeu, Mandelson disse ao Parlamento da UE que os Estados Unidos foram o único membro importante da organização que se recusou a fazer qualquer alteração nas próprias ofertas. "Eles se negaram a dar qualquer sinal de espaço para novas manobras", afirmou. Segundo o comissário, a União Européia esperava que os norte-americanos apresentassem uma proposta para cortar os subsídios agrícolas. Washington, ao contrário, pediu que os demais sócios fizessem "ofertas significativas" em troca de simplesmente "manter sua proposta atual, que todos consideram insuficiente". Flexibilidade Para Mandelson, a posição defendida pela representante de Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, "freou a disposição de mostrar flexibilidade" dos países em desenvolvimento (liderados pelo Brasil). Ele insistiu que a UE mostrou que pode ser flexível caso os outros envolvidos no debate façam o mesmo em outras áreas da negociação e "com um nível de ambição similar". Os europeus melhoraram sua proposta para a redução das tarifas de importações agrícolas e querem que, em troca, os países do G-20 concordem com uma maior abertura de seus mercados de serviços e bens industriais e que os Estados Unidos aceitem uma redução significativa em seu pacote de subsídios agrícolas. Mandelson admitiu que a Rodada de Doha enfrenta um "ambiente de crise". Mas afirmou que, apesar do fracasso da última reunião ministerial, o acordo é "economicamente factível", já que interessa ao G-20 e é politicamente atrativo para a UE e outros países desenvolvidos. Também voltou a defender que a Rodada é "uma oportunidade que não se repetirá" e que o fracasso das negociações teria "conseqüências severas, especialmente para os países em desenvolvimento". De acordo com o comissário, é possível que os chefes de Estado do G-8 (países mais industrializados) discutam o tema durante a reunião que terão no final da próxima semana em São Petersburgo (Rússia) e que uma nova reunião ministerial entre os membros da OMC seja convocada para o final de julho. |
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