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Europa pode propor corte maior de subsídios | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os europeus estariam dispostas a aumentar sua oferta de corte de subsídios na área agrícola para destravar as negociações da Rodada de Doha, disse nesta segunda-feira Peter Power, porta-voz o comissário europeu de Comércio, Peter Mandelson A proposta européia é dado novo no impasse em que mergulhou as discussões sobre a Rodada, cujo objetivo é ampliar a liberalização do comércio no mundo. Na semana passado, uma reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio sobre o assunto terminou sem nenhuma solução. De acordo com Power, os europeus estariam dispostos a ampliar para até 52% a redução das tarifas de importação para produtos agrícolas procedentes dos países em desenvolvimento. A oferta ainda é inferior ao que pede o G-20, grupo liderado pelo Brasil e pela Índia, que luta por uma diminuição de 54%, mas representa uma melhora significativa à proposta européia anterior, limitada a 36%. “A UE deixou claro que está preparada para desbloquear as negociações e mostrou flexibilidade”, disse o porta-voz. Mudança de posição Entretanto, Power insistiu que a União Européia não fará nenhum movimento sozinha e que qualquer nova oferta está “estritamente” condicionada à mudança na posição de “outros sócios da OMC”. O porta-voz se referia aos Estados Unidos, que está sendo pressionado tanto por europeus como pelo G-20 para reduzir mais seus subsídios agrícolas. Antes de deixar Genebra, o comissário Mandelson concluiu que “para chegar a um acordo, os grandes atores precisam aproximar suas posições sobre acesso a mercados e subsídios internos”. “Se não conseguirmos resultados neste verão (europeu) teremos que enfrentar o desastre e também não será possível concluir a Rodada de Doha neste ano”, admitiu. Críticas Perguntado sobre as críticas da ministra francesa de Comércio Exterior, Christine Lagarde, Peter Power também garantiu que os membros da UE apoiam a posição defendida pelo comissário de Comércio e pela comissária de Agricultura, Mariann Fischer Boel. “Alguns países se preocupam mais com algumas partres da negociação, mas os comissários apresentaram aos membros da UE sua estratégia para Genebra e ninguém discordou. A UE tem uma posição clara, que é apoiada pelos países”. Em entrevista ao jornal rancês Les Echos, Lagarde criticou Mandelson por “mostrar as cartas” durante a reunião de Genebra. “A tática do comissário (Mandelson) é sempre a mesma: avançar sendo o único em campo. Isso não traz nada à Europa”. A ministra também classificou de “desesperante” e “inflexível” a postura do ministro brasileiro do Exterior, Celso Amorim, que recusou ampliar a redução das tarifas de importação para produtos industriais europeus em troca da nova oferta de Mandelson. Para o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, o fracasso do encontro da semana passada tem um lado positivo. “Acrescenta uma pressão adicional, porque agora ficou claro que todos precisam esforçar-se mais”, afirmou. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Encontro da OMC acaba em impasse em Genebra01 de julho, 2006 | Notícias Não há avanços na OMC, diz Amorim em Genebra30 junho, 2006 | BBC Report Países fazem última tentativa de acordo na OMC29 junho, 2006 | BBC Report Para Amorim, não há 'elementos para acordo' na OMC29 junho, 2006 | BBC Report Proposta do Brasil na OMC é 'inaceitável', dizem produtores da UE28 junho, 2006 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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