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Argentina festeja em 78; Brasil é 'campeão moral' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Copa do Mundo voltou a América do Sul depois de 16 anos em 1978 e ao continente não retornaria desde então. A Argentina organizou a festa para si mesma, pois conquistaria o seu primeiro título. O Brasil, renovado, saiu como “campeão moral”. Pela segunda vez seguida, a terceira nos nos últimos quatro torneios, o país-sede levantava a taça. Em meio à ditadura militar do general Videla, a Copa e o título inflaram o nacionalismo argentino. Para o Mundial de 78, o técnico Cláudio Coutinho, capitão militar da reserva e supervisor da delegação brasileira na Copa de 70, renovou o elenco e as táticas da Seleção.
Para a desconfiança da torcida, as novas jogadas brasileiras ganharam nomes como “ponto-futuro” e “overlaping”. Coutinho recheara a sua convocação com jovens talentos: Cerezo, Edinho, Amaral, Oscar, Batista, Dinamite, Zico, Reinado, Jorge Mendonça. Polêmica A Seleção de Coutinho não convenceu no Mundial. Depois de uma campanha de altos e baixos nas eliminatórias, o Brasil estreou na Copa com um empate de 1 a 1 contra a Suécia. Em seguida, empatou também com a Espanha. Coutinho mudou o time. Tirou Zico e Reinaldo e pôs Roberto Dinamite e Jorge Mendonça. O Brasil venceu a Áustria por 1 a 0, gol de Dinamite, e se classificou para a segunda etapa. Os argentinos e brasileiros se encontraram nas quartas-de-final. Eles formavam um grupo composto também por Peru e Polônia. A Argentina perdera para a Itália na primeira fase e, por isso, caíra junto do Brasil. Na primeira rodada, a Seleção apresentou um futebol melhor do que na fase anterior e venceu o Peru por 3 a 0. A Argentina bateu a Polônia por 2 a 0. Os tricampeões e os donos da casa se enfrentaram no pequeno estádio do Rosário Central. A partida, ruim, decepcionou. Os dois times empataram em 0 a 0, e a decisão para ver qual deles iria à final ficou para a última rodada do grupo. Em 21 de julho, antes da partida da Argentina, o Brasil superou a Polônia por 3 a 1, com um futebol criativo. Para os brasileiros perderem a vaga, os argentinos precisariam ganhar do Peru por quatro gols de diferença. Venceram por 6 a 0, sem enfrentar resistência peruana e eliminaram a Seleção. O Brasil acusou o Peru de ter entregue a partida e protestou, sem efeito, junto à Fifa. Na disputa pelo terceiro lugar, venceu a Itália por 2 a 1. Coutinho estatuiu o Brasil, invicto na competição, como o “campeão moral”. Na final, os argentinos enfrentaram uma Holanda sem o mesmo poder de quatro anos antes. Johan Cruyff se negara a ir à Argentina em protesto contra a ditadura militar do país. Na prorrogação, os donos da casa venceram por 3 a 1. Grupo 1 Argentina 2 x 1 Hungria Grupo 2 Alemanha Ocidental 0 x 0 Polônia Grupo 3 Áustria 2 x 1 Espanha Grupo 4 Peru 3 x 1 Escócia Fase final Grupo A Alemanha Ocidental 0 x 0 Itália Grupo B Brasil 3 x 0 Peru Disputa pelo terceiro lugar Brasil 2 x 1 Itália Final Argentina 3 x 1 Holanda |
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