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Brasil tricampeão consagra Pelé no México em 70
Pelé celebra o primeiro gol na final
A final Brasil x Itália é considerada uma das melhores partidas das Copas
Após o Brasil de 1966 ter pecado pela desorganização, disciplina não faltou à equipe de 70. Nem disciplina, nem talento. Na era da TV à cores, os brasileiros ganharam o tri, no México, e consolidaram a fama da Seleção Canarinho.

Em campo, Pelé, no seu ápice, Tostão, Jairzinho, Gérson e Rivelino. Fora dele, o major-brigadeiro Jerônimo Bastos comandava a delegação, um major era o seu assistente, o capitão do Exército Cláudio Coutinho, o supervisor, e, entre os preparadores físicos, um outro capitão, Carlos Alberto Parreira.

Curiosamente, em pleno regime autoritário no Brasil e com tantos militares na delegação que viajou ao México, coube a um simpatizante do Partido Comunista montar o time campeão, o jornalista João Saldanha.

Seleção Brasileira
Félix, Ado, Leão, Carlos Alberto, Zé Maria, Brito, Baldochi, Fontana, Wilson Piazza, Everaldo, Marco Antônio, Clodoaldo, Joel, Rivelino, Gérson, Jairzinho, Paulo César, Pelé, Dario, Tostão, Roberto e Edu.

Saldanha classificou o Brasil sem problemas nas eliminatórias, mas acabou afastado, depois de um atrito com o presidente da República, o general Médici.

Grupo difícil

Médici queria a convocação do atacante Dario, e Saldanha teria respondido que, por não palpitar sobre o Ministério, não aceitava palpites sobre a sua equipe.

Dois meses antes da Copa, o bicampeão mundial Zagallo substituiu o jornalista na Seleção. O novo técnico convocou Dario e fez algumas mudanças no time-base de Saldanha, entre elas Rivelino no lugar do ponta-esquerda Edu.

A Seleção caiu no grupo mais difícil do Mundial, ao lado da forte Tchecoslováquia, da Romênia e da então campeã do mundo, a Inglaterra.

No dia 3 de junho, no estádio Jalisco, em Guadalajara, o Brasil venceu a Tchecoslováquia por 4 a 1, de virada. Jairzinho brilhou com dois gols.

Nessa partida, Pelé tentou um gol do meio-de-campo, uma imagem até hoje repetida pelas TVs. O goleiro Viktor, adiantado, saiu em disparada de volta para a meta. Sem que nada pudesse fazer, ele viu a bola o encobrir e sair a um palmo da trave.

A segunda partida foi o grande teste do Brasil na Copa, a única em que a superioridade brasileira não foi clara e que a Seleção, pelo que os dois times apresentaram, poderia haver perdido.

Brasil x Inglaterra foi a melhor partida da Copa do Mundo de 70 e, para alguns, a melhor partida da história dos Mundiais. Era o ataque brasileiro de Pelé e Jairzinho, contra a defesa inglesa de Bobby Moore e do goleiro Gordon Banks.

O ataque do Brasil venceu os campeões do mundo, 1 a 0, gol de Jairzinho, passe de Pelé, jogada de Tostão. Essa seria a única partida da Copa em que a Seleção não tomaria gols.

Os brasileiros fecharam a primeira fase com um 3 a 2 sobre a Romênia. Nas quartas-de-final, o confronto foi com o Peru, treinado pelo brasileiro Didi, companheiro de Pelé e Zagallo na campanha de 1958. O Brasil venceu por 4 a 2.

Na semifinal, a Seleção Brasileira encarou um conhecido rival, de amargas lembranças. Vinte anos depois da tragédia do Maracanã, o Brasil enfrentava o Uruguai numa Copa do Mundo.

Sem sair de Guadalajara, a Seleção começou o jogo nervosa, e, numa falha da defesa o Uruguai fez 1 a 0. Fundamental para a vitória brasileira, foi o gol de Clodoaldo, nos últimos minutos do primeiro tempo.

No segundo tempo, o Brasil predominou. Jairzinho e Rivelino completaram o placar: 3 a 1. Pelé não marcou, mas a sua atuação e dribles na partida, registrados pelas então modernas câmeras de TV, entraram para a história.

Na final, os brasileiros pegaram a Itália, que em outro jogo memorável vencera nas semis a Alemanha por 4 a 3, na prorrogação. Imagem-símbolo da partida, o alemão Beckenbauer jogou parte do tempo com o braço enfaixado, preso junto ao peito.

No dia 21 de junho, na Cidade do México, a Jules Rimet iria em definitivo para a Europa ou para América do Sul. Brasil e Itália, bicampeões, lutavam ambos pelo tri.

Apesar do primeiro tempo terminar 1 a 1, gols de Pelé e Boninsegna, o Brasil não teve dificuldades para vencer. Gérson, Jairzinho e o capitão Carlos Alberto definiram na segunda etapa o placar: 4 a 1.

Os italianos foram derrotados por uma seleção, que, segundo muitos críticos, foi a melhor que já se apresentou numa Copa do Mundo.

A Jules Rimet, levantada pelo capitão Carlos Alberto Torres e conquistada em definitivo pelo Brasil, seria anos depois roubada na sede da confederação de futebol, no Rio de Janeiro, e possivelmente derretida pelos ladrões.


Grupo 1

México 0 x 0 URSS
Bélgica 3 x 0 El Salvador
URSS 4 x 1 Bélgica
México 4 x 0 El Salvador
URSS 2 x 0 El Salvador
México 1 x 0 Bélgica

Grupo 2

Uruguai 2 x 0 Israel
Itália 1 x 0 Suécia
Uruguai 0 x 0 Itália
Suécia 1 x 1 Israel
Suécia 1 x 0 Uruguai
Itália 0 x 0 Israel

Grupo 3

Inglaterra 1 x 0 Romênia
Brasil 4 x 1 Tchecoslováquia
Romênia 2 x 1 Tchecoslováquia
Brasil 1 x 0 Inglaterra
Brasil 3 x 2 Romênia
Inglaterra 1 x 0 Tchecoslováquia

Grupo 4

Peru 3 x 2 Bulgária
Alemanha Ocidental 2 x 1 Marrocos
Peru 3 x 0 Marrocos
Alemanha Ocidental 5 x 2 Bulgária
Alemanha Ocidental 3 x 1 Peru
Bulgária 1 x 1 Marrocos

Quartas-de-final

Brasil 4 x 2 Peru
Alemanha Ocidental 3 x 2 Inglaterra
Uruguai 1 x 0 URSS
Itália 4 x 1 México

Semifinais

Brasil 3 x 1 Uruguai
Itália 4 x 3 Alemanha Ocidental

Disputa pelo terceiro lugar

Alemanha Ocidental 1 x 0 Uruguai

Final

Brasil 4 x 1 Itália

Tostao1970
Pelé & cia. trazem de vez a Jules Rimet
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