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Atualizado às: 26 de maio, 2006 - 14h41 GMT (11h41 Brasília)
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Maradona brilha e Argentina é bicampeã em 1986
Maradona liderou a Argentina naquele ano
Não havia mais dúvidas sobre quem era o melhor do mundo
A Copa voltou ao México em 1986, mas dessa vez a terra do tri, em vez de alegrias, deu um fim melancólico à geração brasileira de 82, ainda sob a batuta de Telê Santana. Aquele Mundial teve um dono, o argentino Diego Maradona.

Nunca um jogador foi tão decisivo para a sua seleção na conquista de uma Copa quanto Maradona. Nenhum Mundial foi tão dominado pela figura de um jogador, como México 86 foi pela dele. A promessa argentina se concretizava de vez.

Entrou para a história das Copas do Mundo a partida de quartas-de-final entre a Inglaterra e a Argentina, quatro anos depois de as forças armadas dos dois países guerrearem nas Malvinas, ilhas chamadas de Falklands pelos britânicos.

Seleção Brasileira
Carlos, Edson, Edinho, Júnior, Casagrande, Careca, Julio César, Alemão, Branco, Sócrates, Elzo, Oscar, Falcão, Muller, Zico, Edivaldo, Paulo Victor, Josimar, Mauro Galvão, Silas, Valdo e Leão.

Os argentinos, de camisa azul-escura, venceram por 2 a 1, dois gols de Maradona, dois gols antológicos, por diferentes motivos.

'Mão de Deus'

No primeiro, o jogador disputou uma bola alta na área com o goleiro Shilton. Ele chegou antes e socou a bola por cima do inglês, para as redes. O lance foi rápido a ponto de muitos não perceberem de primeira a irregularidade. Entre eles, o juiz, que validou o gol.

Após a partida, Maradona declararia que fizera o gol com a “mão de Deus”.

O craque ampliou a vantagem argentina logo depois, ao marcar o gol considerado o mais bonito das Copas. Maradona partiu do campo de defesa, driblou seis ingleses, incluindo o goleiro, e tocou para as redes.

No jogo seguinte, a semifinal contra a Bélgica, Maradona produziu jogada semelhante. Ele fez fila na defesa belga antes de marcar um dos gols da vitória por 2 a 0.

Na final, Argentina e Alemanha realizaram partida disputada. Quando a Argentina abriu dois gols de vantagem no segundo tempo, o título parecia definido. A Alemanha, no entanto, especialista em frustrar favoritos, reagiu e empatou em 2 a 2.

Nos últimos minutos, num dos raros momentos que Maradona conseguiu se livrar da marcação dura, ele colocou Burrochaga na cara do gol. O atacante não desperdiçou, e a vitória por 3 a 2 deu o bicampeonato aos argentinos.

O capitão Maradona recebeu e levantou a taça. Nada mais justo. A taça era realmente dele.

“Dinamáquina”

Na fase inicial da Copa, a Argentina dividira os holofotes com a seleção da Dinamarca, que despontava como sensação do Mundial.

A Dinamarca humilhara os uruguaios, bicampeões mundiais: 6 a 1. Havia batido a também bicampeã Alemanha por 2 a 0 e ganhara o apelido de “Dinamáquina”.

Nas oitavas-de-final, contudo, o time parou diante da Espanha e, para a surpresa geral, tomou de 5 a 1, despendindo-se do Mundial.

No lado brasileiro, a campanha de 86 foi marcada pela contusão do seu maior nome, Zico. Telê levou o jogador, mesmo machucado, na expectativa que ele se recuperasse.

Na primeira fase, o Brasil jogou o suficiente para se classificar em primeiro do grupo. Venceu a Espanha, na estréia, por 1 a 0. Repetiu o placar contra a Argélia e ganhou com mais folga da Irlanda do Norte, 3 a 0.

Os brasileiros melhoraram nas oitavas-de-final, quando golearam a Polônia por 4 a 0. Nas quartas, a Seleção enfrentaria o time que antes do torneio era um das favoritos, mas cujas atuações no Mundial decepcionavam.

Mesmo assim, a França, campeã européia, dos craques Platini e Tigana, seria o adversário mais difícil até então no Mundial.

O jogo foi aberto, os dois times buscavam atacar. Após o 1 a 1 do primeiro tempo, Telê botou Zico em campo. Na sua primeira jogada, ele lançou o lateral Branco, que sofreria pênalti.

O próprio Zico se encarregou da cobrança. Ele bateu fraco, quase em cima do goleiro Bats, que defendeu a bola e salvou a França. O 1 a 1 prevaleceu até o final, inclusive o da prorrogação. Na disputa de pênaltis, Zico agora marcou, mas de nada adiantou. A França ganhou por 4 a 3.

Depois, em entrevista à BBC, Zico comentaria o pênalti perdido: "Eu tinha acabado de entrar e ainda estava meio frio, ainda não estava no ritmo da partida. Não queria cobrar, mas acabou sobrando pra mim, pois no treino do dia anterior eu tive o melhor índice de aproveitamento".


Grupo 1

Bulgária 1 x 1 Itália
Argentina 3 x 1 Coréia do Sul
Coréia do Sul 1 x 1 Bulgária
Itália 1 x 1 Argentina
Argentina 2 x 0 Bulgária
Itália 3 x 2 Coréia do Sul

Grupo 2

México 2 x 1 Bélgica
Paraguai 1 x 0 Iraque
México 1 x 1 Paraguai
Bélgica 2 x 1 Iraque
México 1 x 0 Iraque
Paraguai 2 x 2 Bélgica

Grupo 3

França 1 x 0 Canadá
União Soviética 6 x 0 Hungria
França 1 x 1 União Soviética
Hungria 2 x 0 Canadá
União Soviética 2 x 0 Canadá
França 3 x 0 Hungria

Grupo 4

Brasil 1 x 0 Espanha
Argélia 1 x 1 Irlanda do Norte
Brasil 1 x 0 Argélia
Espanha 2 x 1 Irlanda do Norte
Brasil 3 x 0 Irlanda do Norte
Espanha 3 x 0 Argélia

Grupo 5

Dinamarca 1 x 0 Escócia
Uruguai 1 x 1 Alemanha Ocidental
Dinamarca 6 x 1 Uruguai
Alemanha Ocidental 2 x 1 Escócia
Escócia 0 x 0 Uruguai
Dinamarca 2 x 0 Alemanha Ocidental

Grupo 6

Marrocos 0 x 0 Polônia
Portugal 1 x 0 Inglaterra
Inglaterra 0 x 0 Marrocos
Polônia 1 x 0 Portugal
Marrocos 3 x 1 Portugal
Inglaterra 3 x 0 Polônia

Oitavas-de-final

Bélgica 4 x 3 União Soviética
México 2 x 0 Bulgária
Brasil 4 x 0 Polônia
Argentina 1 x 0 Uruguai
França 2 x 0 Itália
Alemanha Ocidental 1 x 0 Marrocos
Inglaterra 3 x 0 Paraguai
Espanha 5 x 1 Dinamarca

Quartas-de-final

França 1 x 1 Brasil (França venceu nos pênaltis: 4 X 3)
Alemanha Ocidental 0 X 0 México (Alemanha Ocidental venceu nos pênaltis: 4 X 1)
Argentina 2 X 1 Inglaterra
Bélgica 1 X 1 Espanha (Bélgica venceu nos pênaltis: 5 X 4)

Semifinais

Alemanha Ocidental 2 X 0 França
Argentina 2 X 0 Bélgica

Disputa pelo terceiro lugar

França 4 X 2 Bélgica

Final

Argentina 3 X 2 Alemanha Ocidental

1986
A vez de Maradona e a 'Mão de Deus'
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