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Atualizado às: 26 de maio, 2006 - 14h47 GMT (11h47 Brasília)
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Romário leva Brasil ao tetra em 1994 nos EUA
Romário tenta escapar de marcadores italianos na final
Rejeitado nas eliminatórias, o baixinho virou peça-chave no Mundial
O Brasil encerrou nos EUA em 1994 o seu jejum de títulos, na primeira final de Copa sem gols. O tempo normal e a prorrogação da decisão com os italianos terminaram 0 a 0. Nos pênaltis, uma cobrança para fora de Baggio deu o tetra aos brasileiros.

Ao realizar a Copa do Mundo nos Estados Unidos, a Fifa tentava consolidar o futebol no grande mercado do país, onde o esporte era visto mais como uma atividade feminina do que masculina.

A iniciativa da Fifa em 1994 não deixou de dar resultados. A Copa daquele ano teve a maior média de público até então: 70 mil pessoas.

Seleção Brasileira
Taffarel, Jorginho, Ricardo Rocha, Mauro Silva, Bebeto, Dunga, Zinho, Raí, Romário, Márcio Santos, Leonardo, Ronaldão, Branco, Zetti, Aldair, Cafu, Mazinho, Paulo Sérgio, Muller, Ronaldo, Viola, Gilmar.

Cerca de 3 bilhões de torcedores acompanharam o torneio no mundo inteiro pela TV. O futebol, ou “soccer”, era o esporte global.

Brasil defensivo

O técnico Carlos Alberto Parreira comandou a Seleção Brasileira em 1994. Como coordenador técnico, Zagallo voltava à Seleção. Os dois fizeram parte da comissão técnica do Brasil de 70.

O time brasileiro de 94 preocupava-se primeiro em não tomar gols para depois fazê-los. A dupla de desarmadores Dunga e Mauro Silva era presença inquestionável no meio-de-campo da Seleção de Parreira.

A filosofia de jogo provocava reações distintas. Parte da imprensa e da torcida cobrava um estilo de jogo mais técnico e ofensivo. A outra parte apoiava Parreira, com o argumento de que era melhor jogar feio e ganhar do que bonito e perder.

Não houve como negar que a defesa montada por Parreira funcionou. Em sete jogos, o Brasil tomou três gols. Se o setor defensivo era sólido, o Brasil tinha no ataque a sua estrela e o destaque da Copa, Romário.

Ele não era um atacante do tipo driblador ou maestro do time, mas, dentro da área, o raciocínio rápido, a velocidade e o senso de colocação de Romário fizeram a diferença para o Brasil.

A importância dele para a Seleção ficou clara logo no primeiro tempo da estréia, contra a Rússia. Romário abriu o placar numa cobrança de escanteio, no meio dos grandalhões russos, ao se antecipar no cruzamento.

Na primeira fase do Mundial, entretanto, a atenção do mundo recaiu sobre o craque argentino Diego Maradona. Um exame antidoping detectou que o jogador usara substâncias proibidas. Maradona foi afastado da Copa.

No caminho até a final, a Seleção Brasileira passou pelos donos da casa, os americanos, no Dia da Independência deles, 4 de julho. O jogo foi duro, e a vitória magra: 1 a 0, gol de Bebeto.

Nas quartas-de-final, contra a Holanda, os brasileiros tiveram a sua partida mais emocionante no Mundial. Venceram por 3 a 2. O gol da vitória veio aos dez minutos do fim, uma bomba do veterano Branco, em cobrança de falta.

O Brasil reencontrou a Suécia na semifinal. Na primeira fase, os dois times empataram em 1 a 1. Agora, os brasileiros venceram por 1 a 0, gol de Romário, de cabeça, entre os defensores suecos.

Na final, Romário levou a melhor sobre o craque italiano, Roberto Baggio. Decisivo para a Itália durante toda a campanha, Baggio perdeu o pênalti decisivo, que deu ao Brasil o título 24 anos depois do último triunfo.


Grupo 1

Estados Unidos 1 x 1 Suíça
Romênia 3 x 1 Colômbia
Suíça 4 x 1 Romênia
Estados Unidos 2 x 1 Colômbia
Romênia 1 x 0 Estados Unidos
Colômbia 2 x 0 Suíça

Grupo 2

Camarões 2 x 2 Suécia
Brasil 2 x 0 Rússia
Suécia 3 x 1 Rússia
Brasil 3 x 0 Camarões
Brasil 1 x 1 Suécia
Rússia 6 x 1 Camarões

Grupo 3

Alemanha 1 x 0 Bolívia
Espanha 2 x 2 Coréia do Sul
Alemanha 1 x 1 Espanha
Coréia do Sul 0 x 0 Bolívia
Espanha 3 x 1 Bolívia
Alemanha 3 x 2 Coréia do Sul

Grupo 4

Argentina 4 x 0 Grécia
Nigéria 3 x 0 Bulgária
Argentina 2 x 1 Nigéria
Bulgária 4 x 0 Grécia
Nigéria 2 x 0 Grécia
Bulgária 2 x 0 Argentina

Grupo 5

Irlanda 1 x 0 Itália
Noruega 1 x 0 México
Itália 1 x 0 Noruega
México 2 x 1 Irlanda
Irlanda 0 x 0 Noruega
Itália 1 x 1 México

Grupo 6

Bélgica 1 x 0 Marrocos
Holanda 2 x 1 Arábia Saudita
Arábia Saudita 2 x 1 Marrocos
Bélgica 1 x 0 Holanda
Holanda 2 x 1 Marrocos
Arábia Saudita 1 x 0 Bélgica

Oitavas-de-final

Alemanha 3 x 2 Bélgica
Espanha 3 x 0 Suíça
Suécia 3 x 1 Arábia Saudita
Romênia 3 x 2 Argentina
Holanda 2 x 0 Irlanda
Brasil 1 x 0 Estados Unidos
Itália 2 x 1 Nigéria
Bulgária 1 x 1 México (Bulgária venceu nos pênaltis: 3 X 1)

Quartas-de-final

Itália 2 x 1 Espanha
Brasil 3 x 2 Holanda
Bulgária 2 x 1 Alemanha
Suécia 2 x 2 Romênia (Suécia venceu nos pênaltis: 5 X 4)

Semifinais

Brasil 1 x 0 Suécia
Itália 2 x 1 Bulgária

Disputa do terceiro lugar

Suécia 4 x 0 Bulgária

Final

Brasil 0 x 0 Itália (Brasil venceu nos pênaltis: 3 X 2)

Dunga1994
O pragmatismo garante o tetra
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