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Romário leva Brasil ao tetra em 1994 nos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil encerrou nos EUA em 1994 o seu jejum de títulos, na primeira final de Copa sem gols. O tempo normal e a prorrogação da decisão com os italianos terminaram 0 a 0. Nos pênaltis, uma cobrança para fora de Baggio deu o tetra aos brasileiros. Ao realizar a Copa do Mundo nos Estados Unidos, a Fifa tentava consolidar o futebol no grande mercado do país, onde o esporte era visto mais como uma atividade feminina do que masculina. A iniciativa da Fifa em 1994 não deixou de dar resultados. A Copa daquele ano teve a maior média de público até então: 70 mil pessoas.
Cerca de 3 bilhões de torcedores acompanharam o torneio no mundo inteiro pela TV. O futebol, ou “soccer”, era o esporte global. Brasil defensivo O técnico Carlos Alberto Parreira comandou a Seleção Brasileira em 1994. Como coordenador técnico, Zagallo voltava à Seleção. Os dois fizeram parte da comissão técnica do Brasil de 70. O time brasileiro de 94 preocupava-se primeiro em não tomar gols para depois fazê-los. A dupla de desarmadores Dunga e Mauro Silva era presença inquestionável no meio-de-campo da Seleção de Parreira. A filosofia de jogo provocava reações distintas. Parte da imprensa e da torcida cobrava um estilo de jogo mais técnico e ofensivo. A outra parte apoiava Parreira, com o argumento de que era melhor jogar feio e ganhar do que bonito e perder. Não houve como negar que a defesa montada por Parreira funcionou. Em sete jogos, o Brasil tomou três gols. Se o setor defensivo era sólido, o Brasil tinha no ataque a sua estrela e o destaque da Copa, Romário. Ele não era um atacante do tipo driblador ou maestro do time, mas, dentro da área, o raciocínio rápido, a velocidade e o senso de colocação de Romário fizeram a diferença para o Brasil. A importância dele para a Seleção ficou clara logo no primeiro tempo da estréia, contra a Rússia. Romário abriu o placar numa cobrança de escanteio, no meio dos grandalhões russos, ao se antecipar no cruzamento. Na primeira fase do Mundial, entretanto, a atenção do mundo recaiu sobre o craque argentino Diego Maradona. Um exame antidoping detectou que o jogador usara substâncias proibidas. Maradona foi afastado da Copa. No caminho até a final, a Seleção Brasileira passou pelos donos da casa, os americanos, no Dia da Independência deles, 4 de julho. O jogo foi duro, e a vitória magra: 1 a 0, gol de Bebeto. Nas quartas-de-final, contra a Holanda, os brasileiros tiveram a sua partida mais emocionante no Mundial. Venceram por 3 a 2. O gol da vitória veio aos dez minutos do fim, uma bomba do veterano Branco, em cobrança de falta. O Brasil reencontrou a Suécia na semifinal. Na primeira fase, os dois times empataram em 1 a 1. Agora, os brasileiros venceram por 1 a 0, gol de Romário, de cabeça, entre os defensores suecos. Na final, Romário levou a melhor sobre o craque italiano, Roberto Baggio. Decisivo para a Itália durante toda a campanha, Baggio perdeu o pênalti decisivo, que deu ao Brasil o título 24 anos depois do último triunfo. Grupo 1 Estados Unidos 1 x 1 Suíça Grupo 2 Camarões 2 x 2 Suécia Grupo 3 Alemanha 1 x 0 Bolívia Grupo 4 Argentina 4 x 0 Grécia Grupo 5 Irlanda 1 x 0 Itália Grupo 6 Bélgica 1 x 0 Marrocos Oitavas-de-final Alemanha 3 x 2 Bélgica Quartas-de-final Itália 2 x 1 Espanha Semifinais Brasil 1 x 0 Suécia Disputa do terceiro lugar Suécia 4 x 0 Bulgária Final Brasil 0 x 0 Itália (Brasil venceu nos pênaltis: 3 X 2) |
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