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Atualizado às: 15 de maio, 2006 - 17h53 GMT (14h53 Brasília)
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Chávez diz querer compartilhar gás com vizinhos

Simpatizantes de Cháves em Londres
Chávez foi recebido com entusiasmo por grupos de esquerda
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que quer "compartilhar" as vastas reservas de gás da Venezuela com os vizinhos na América do Sul.

Falando em uma entrevista coletiva concedida durante sua visita a Londres, Chávez disse que não tem intenções de manter um monopólio sobre os recursos energéticos da região.

"A Venezuela tem a maior reserva de gás do continente americano. Quero compartilhar essas reservas com os povos que dele precisam", disse Chávez, sem citar as preocupações surgidas em países como Brasil e Argentina com o abastecimento de gás, depois da nacionalização dos hidrocarbonetos na Bolívia.

O presidente venezuelano citou o projeto do gasoduto sul-americano, iniciado em acordo assinado por ele com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o presidente argentina, Néstor Kirchner, como exemplo de sua disposição de distribuir o gás para a região. "Será um gasoduto de 8 mil quilometros, para assegurar gás do Caribe à Partagônia", disse Chávez.

Irã

Chávez veio a Londres para uma série de encontros com líderes sindicais, parlamentares, empresários e militantes antiglobalização, em uma vista que chamou de "privada" e de "importância humana".

Ele se encontrou com o prefeito de Londres, Ken Livingstone, a quem ofereceu o fornecimento de óleo mais barato para ser usado no aquecimento de lares carentes, em um esquema semelhante ao oferecido a algumas cidades dos Estados Unidos.

Livingstone, veterano político de esquerda apelidado de "Red Ken" (Ken vermelho) na Grã-Bretanha, teria aceitado a oferta de Chávez, mas não foram revelados detalhes de como esse esquema funcionaria.

Durante os compromissos em Londres, Chávez fez vários alertas contra uma eventual ação militar contra o Irã por causa do seu suposto programa de armas nucleares.

"Tenho certeza que o Irã não está desenvolvendo armas nucleares", disse Chávez.

"O Irã tem todo o direito de investir no desenvolvimento de seu programa de energia nuclear, assim como o fizeram o Brasil e a Argentina", disse Chávez.

Chávez disse que o preço do petróleo no mundo dobraria, no caso de um ataque contra o Irã.

Na coletiva em Londres, nesta segunda-feira, Chávez voltou a atacar o presidente norte-americano, George W. Bush, chamando-o de "maior genocida da humanidade", "assassino" e "imoral".

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