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Morales e Chávez anunciam 'aliança estratégica' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Horas antes de uma reunião com os presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o líder argentino, Néstor Kirchner, os líderes da Bolívia, Evo Morales, e da Venezuela, Hugo Chávez, anunciaram uma "aliança estratégica" que deve desenvolver projetos ligados à produção do gás natural boliviano. Na reunião de Puerto Iguazú, na fronteira entre Argentina e Brasil, os presidentes sul-americanos devem discutir o anúncio feito por Morales de nacionalizar o petróleo e o gás natural da Bolívia. "Nós apoiamos a Bolívia, que está andando na mesma direção que nós. Também estamos recuperando os nossos recursos. O processo é longo e difícil e já nos causou um golpe de Estado", afirmou Chávez, segundo a agência de notícias AFP. A decisão afeta diretamente os investimentos da Petrobras e da hispano-argentina Repsol-YPF, além da francesa Total, da anglo-holandesa Shell e da britânica British Gas. O governo boliviano deu um prazo de 180 dias para as firmas estrangeiras renegociarem os seus contratos. Influência Também na pauta da reunião de Puerto Iguazú estará o aumento do preço do gás boliviano e a construção de um grande gasoduto sul-americano que seria uma parceria entre os quatro países. De acordo com a AFP, o presidente argentino, Néstor Kirchner, vai defender na reunião uma aliança energética entre os quatro países para evitar crises futuras como a que foi provocada pela decisão de Morales. Chávez e Morales Analistas dizem que afirmam que as relações entre Chávez e o boliviano estão se estreitando e sugerem que a influência do líder venezuelano esteja crescendo. No entanto, ambos os governos negam essa influência. No encontro de La Paz entre Morales e Chávez, foram formulados diversos acordos de cooperação que devem ser assinados no dia 18 de maio. No fim do mês passado, os dois presidentes firmaram acordos comerciais com Cuba e devem viajar juntos para a Argentina. Hugo Chávez também defende a idéia de que países em desenvolvimento devem conseguir melhores negócios para comercializar seus recursos naturais. A Bolívia tem reservas de gás estimadas em 1,5 bilhão de metros cúbicos – a maior da América Latina depois da Venezuela – e abastece metade do consumo de gás no Brasil. |
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