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Repsol quer ajuda do governo para negociar com a Bolívia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A companhia de petróleo Repsol YPF, da Espanha, pediu a ajuda do governo espanhol para negociar com a Bolívia o futuro das suas explorações de gás no país. Segundo o Ministério de Relações Exteriores da Espanha, o anúncio da nacionalização da exploração de gás na Bolívia trouxe um momento de "profunda preocupação". "É importante que se abra um processo de autêntica negociação e diálogo", informou o ministério. A Repsol YPF tem mais de R$ 3 bilhões de ativos na Bolívia e até agora controlava um terço das reservas de gás do país. Mas a empresa não tem intenção no momento de abandonar a região. O problema, no entanto, não é só econômico: dois funcionários da filial da Repsol boliviana estão presos, acusados de contrabando de petróleo. Para o Ministro da Indústria da Espanha, José Montilla, a decisão de Morales de nacionalizar o gás boliviano não foi uma surpresa. "As intenções eram evidentes." Mas Montilla afirmou que ela prejudica os interesses dos investidores e a imagem do país andino. "Evidentemente não ajuda, e acho que não é positiva para a Bolívia." Comunicado oficial A petrolífera espanhola ainda espera conhecer oficialmente as medidas legais anunciadas na segunda-feira pelo presidente Morales. Segundo o porta-voz da empresa, por enquanto não há comunicado da Repsol porque as novas bases dos contratos não foram entregues à companhia. "O fato de os militares bolivianos controlarem os acessos às fábricas produtoras não é a mesma coisa que ir lá controlar a maquinária. Só falaremos quando soubermos todos os detalhes", disse. A primeira repercussão econômica para a Repsol foi notada já na abertura do pregão da Bolsa de Valores de Madri. As ações da companhia começaram a sessão com queda de 2,24%, o que já era esperado pelos analistas. Como o Ministro de Indústria, a direção da petrolífera já conhecia as idéias do presidente boliviano e em janeiro anunciou a redução de 25% de seus investimentos no país. A esperada mudança legislativa do novo governo provocou a redução em 1,25 bilhões de barris de petróleo das reservas da Repsol Andina, a filial da Bolívia. Essa medida significou uma queda de 50 milhões de euros (cerca de R$ 150 milhões) no balanço do ano passado. Produção boliviana Até agora a produção na Bolívia representa 18% das reservas de hidrocarburetos da Repsol, 10% da produção total da empresa e quase 3% do lucro geral, que em 2005 foi de 3,12 bilhões de euros (aproximadamente R$ 9,36 bilhões). Os ativos da companhia apenas na Bolívia chegam aos R$ 3 bilhões. No último dia 3 de março, o presidente da Repsol, Antoni Brufau, reuniu-se com o presidente Morales e comentou sua disposição em negociar a situação futura "na linha que o Governo (da Bolívia) quiser". Diante do empresariado espanhol, em um discurso em janeiro deste ano em Madri, Morales advertiu que faria mudanças. "O Estado Boliviano vai exercer seu direito de propriedade sobre seus recursos naturais. Vai nacionalizar, mas isso não quer dizer que vai confiscar ou expropriar as empresas", disse Morales na sede da Confederação Espanhola de Organizações Empresariais. |
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