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Brasil e Argentina devem pagar mais por gás, diz Morales | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente boliviano, Evo Morales, afirmou que brasileiros e argentinos têm que entender que a Bolívia precisa aumentar o preço do seu gás natural. Morales fez o comentário antes de partir para a cúpula de emergência que reúne nesta quinta-feira os presidentes de Brasil, Argentina, Bolívia e Venezuela na cidade argentina de Puerto Iguazú. No encontro, os líderes sul-americanos discutem o futuro dos investimentos argentinos e brasileiros na Bolívia, depois do decreto do governo de Morales que determinou a nacionalização do petróleo e do gás natural extraído no país. "O Brasil e a Argentina têm que aumentar o preço do gás que estão comprando porque, segundo o acordo (vigente), os preços deveriam ter sido revistos em 2004. Portanto, lamento que os governos (brasileiro e argentino) não tenham feito isto", disse Morales. De acordo com o líder boliviano, a reunião desta quinta não é para negociar nada, mas para levar adiante a integração energética entre os países sul-americanos. Petrobras Sobre o anúncio de que a Petrobras estaria suspendendo futuros investimentos na Bolívia, Morales disse que seu governo não vai ceder a nenhum tipo de "chantagem". "Não é possível que tenham uma grande empresa com nossos recursos e deixem a economia de nosso país em má situação," afirmou.
"A nacionalização é uma decisão soberana e não negociaremos nada sobre este tema", acrescentou o presidente boliviano. Ao sair de uma reunião com Morales na noite de quarta, o presidente venezuelano Hugo Chávez fez uma declaração pública de apoio ao presidente boliviano e afirmou que a Venezuela "está se movendo na mesma direção que Morales" no que diz respeito à nacionalização de recursos naturais. "Também estamos recuperando nossos recursos. O processo é longo e difícil e já nos causou um golpe de Estado," afirmou Chávez. O líder venezuelano também anunciou o aumento dos investimentos na indústria de gás boliviana, além da ampliação da cooperação técnica bilateral. |
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