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Atualizado às: 26 de abril, 2006 - 09h31 GMT (06h31 Brasília)
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Vozes de Chernobyl: "Quase todos morreram"

Hanna Semenenko
Semenenko: "Prefiro morrer aqui a ter de voltar"
Meu nome é Hanna Semenenko. Eu já tenho 78 anos. Eu fui retirada do vilarejo de Ilyintsi, na área de Chernobyl, e levada para Yahotin, a 160 quilômetros de distância. Passei o inverno lá, e depois voltei. Meu Deus, como o governo nos enganou!

Eles nos disseram que a evacuação duraria três dias. Mas nos levaram para o fim do mundo. Entregamos tudo nas mãos das autoridades – vacas, bezerros, porcos. Deixamos tudo para trás. E o que encontramos lá em Yahotin? Nada. Aqui, temos florestas e rios. Lá o clima é totalmente diferente.

Os jovens que ficaram aqui em Ilyintsi morreram quase todos. Homens e mulheres. Mas eu não volto para lá. Prefiro morrer aqui. O meu irmão viveu aqui com a família depois do acidente. A filha dele casou e teve um filho, um menino forte como uma árvore. Que radiação é essa, então?

As autoridades vêm aqui, checam nossas roupas e nossa comida, mas não existe nenhum lugar mais limpo do que este. Eles nos enganaram, levando as pessoas para o fim do mundo. Cadê a radiação?

Eles nos levaram para Yahotin, mas a radiação lá é pior. Graças a Deus temos eletricidade aqui. E não preciso ir longe para buscar água porque tenho meu próprio poço. Plantamos nossas batatas, repolhos, tomates. Um vendedor ambulante nos visita duas vezes por semana.

Meu Deus, só temos 36 pessoas aqui. E a vila é grande, quase três quilômetros de extensão. Quase não vejo quem mora no final da vila. Só mesmo quando trazem nossas pensões ou quando o ambulante vem. Senão, você não vê ninguém andando por aí. Todo mundo aqui tem a minha idade ou mais. Tem um casal que já passou dos 90. Não dá para saber quanto mais vão viver.

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