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OMS contesta Greenpeace sobre Chernobyl | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Organização Mundial de Saúde (OMS) contestou o novo relatório do Greenpeace, que afirma que o número de mortes por doenças relacionadas ao acidente nuclear de Chernobyl chegará a 100 mil. Um porta-voz da organização disse à BBC que os números da Organização das Nações Unidas (ONU) mostrando que um máximo de 9 mil mortes a mais podem ser esperadas são baseados em princípios científicos legítimos. O relatório divulgado nesta terça-feira pelo grupo ambientalista Greenpeace afirma que o impacto do acidente nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, há 20 anos, sobre a saúde foram subestimados. Dados oficiais da Organização das Nações Unidas haviam previsto de 4 a 9 mil mortes a mais por câncer atribuídas à contaminação radioativa de Chernobyl. Mas, em seu relatório, o Greenpeace diz que estudos recentes estimam que esse número chegará a 100 mil. Segundo a ONG, muitos dos casos ocorrerão na Ucrânia, na Rússia e em Belarus. O acidente em Chernobyl, em abril de 1986, foi o pior do tipo já ocorrido no mundo. Trinta pessoas morreram na explosão do reator e devido à contaminação radioativa que se seguiu. Uma nuvem de radiação se espalhou por uma grande parte da Europa Ocidental. Milhões de pessoas ainda vivem na área contaminada. Motivos políticos Gregory Hartl, porta-voz da OMS para saúde ambiental em Genebra, teme que exista alguma motivação política na estimativa feita pelo Greenpeace. "Estamos examinando (os números) e não entendemos exatamente como se chegou a estes números. Sabemos que muitas organizações têm uma razão ou desejo de produzir números que apóiem seus casos. Não apenas o Greenpeace, mas quase todas as organizações que trabalham nesta área", disse. A OMS insiste na legitimidade do número entre 4 e 9 mil mortes a mais causadas por câncer e atribuídas à contaminação radioativa e acrescenta que, como um órgão internacional de saúde pública, não tem opinião a favor ou contra a energia nuclear. Hartl afirma que as alegações de danos à saúde mais graves do que se imaginava, especialmente em crianças, podem causar preocupação desnecessária. "A única prova científica que liga problemas de saúde de uma criança a Chernobyl é o câncer na tireóide. Não há prova para qualquer outro efeito." "O que parece ter sido observado são as enormes conseqüências na mente da população. Eles vivem com medo e incerteza a cada dia e parte desta incerteza é causada pelo fato de que tantas organizações diferentes apresentam números diferentes", acrescentou. Mesmo diminuindo os números em relação ao Greenpeace, a OMS afirma que 9 mil mortes a mais por câncer ainda são demais. A organização quer monitoramento contínuo de saúde na região e também maior ênfase em fornecimento de informações confiáveis e precisas às pessoas afetadas. |
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