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Atualizado às: 03 de abril, 2006 - 10h47 GMT (07h47 Brasília)
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Integração é unico caminho para América Latina, diz Lula no Clarín
Jornais
Em um artigo publicado pelo diário argentino Clarín nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende a integração energética, viária e de comunicações da América Latina como "único caminho" para a região.

"Sempre estive convencido de que os nossos países só superarão os desafios do desenvolvimento e da desigualdade social quando forem capazes de juntar as suas vozes no âmbito internacional e somar o seu potencial econômico e produtivo", diz o presidente no texto.

De acordo com o artigo de Lula, para os acordos comerciais que já existem poderem ser postos em prática definitivamente, é necessário "um tecido de conexões energéticas, viárias e de comunicações" entre os países latino-americanos.

Lula diz ainda no Clarín que o continente está avançando na execução de várias obras "que constituem os alicerces de uma verdadeira comunidade regional", ressaltando que o governo do Brasil "fez a sua parte".

"Por meio do BNDES e do Programa de Financiamento às Exportações (Proex), do Banco do Brasil, estamos promovendo a exportação de bens e serviços que interessam diretamente à integração continental."

O artigo propõe que as formas de financiamento para projetos de integração regional estejam no topo da agenda de discussões da Assembléia de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que acontece entre 3 e 5 de abril em Belo Horizonte.

Diplomacia

Na Grã-Bretanha, o jornal britânico The Guardian afirma que a diplomacia britânica deve passar a priorizar Brasil, embora vá concentrar os seus esforços principalmente na China e na Índia.

Em um editorial que destaca a suposta mudança de rumo na diplomacia britânica anunciada pelo governo, o jornal diz que o Ministério do Exterior do país vai aumentar a sua presença principalmente na China (até 7% nos próximos dois anos) e na Índia (até 16%).

Ao lado dos dois países e do Brasil na lista de prioridades do ministério britânico, estariam também a Indonésia e o México. Segundo o Guardian, quem vai sair perdendo são os países europeus, da África e do Pacífico.

De acordo com o diário, "há (nos planos para a diplomacia britânica) um foco na migração e na imigração ilegal". O jornal diz ainda que essas mudanças "estão baseadas na noção de que as antigas distinções entre doméstico e estrangeiro não se aplicam mais."

OMC

O jornal The Globe and Mail, do Canadá, destaca as negociações no Rio de Janeiro entre Estados Unidos, União Européia e Brasil, visando a um acordo para a próxima rodada de negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC),mas afirma que os "sinais de progresso são tênues".

O diário afirma que os representantes "mantiveram pés firmes" nas exigências por concessões que consideram necessárias para "enriquecer as vidas de milhões por meio do comércio".

Na descrição do jornal, na reunião no Rio, "pelo menos o clima parece harmonioso".

"No entanto, em termos de resultados concretos, ela produziu pouco mais além de um compromisso de novos estudos técnicos na sede da OMC, em Genebra, sobre como reformar os incentivos domésticos aos fazendeiros e importações de manufaturados"

Hariri

O jornal libanês The Daily Star traz nesta segunda-feira uma reportagem sobre o pedido de extradição da executiva Rana Qoleilat, presa em São Paulo, afirmando que a petição "não trazia menção do suspeito envolvimento dela no financiamento do assassinato do primeiro-ministro Rafik Hariri".

Qoleilat era uma alta executiva do banco Al-Madina, citado em um dossiê da Organização das Nações Unidas (ONU) como um possível financiador do complô que culminou com o assasinato de Hariri.

De acordo com "uma fonte do Daily Star", o pedido apenas citava "inúmeros mandados de prisão em casos relacionados a fraude, lavagem de dinheiro e estelionato".

Em março, as autoridades do Líbano enviaram para o Brasil um pedido para a extradição de Qoleilat, que foi presa em São Paulo, mas não existe um acordo de extradição entre os dois países.

O Supremo Tribunal Federal ainda vai decidir se aprova ou não o pedido libanês.

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